Arquivo para Abril, 2007

30 Abril 2007

CONGRESSO DA SOPCOM



O call for papers do 5º congresso da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação) foi prolongado até 15 de Maio. O tema geral é Comunicação e Cidadania. No congresso, serão discutidas temáticas como internet, jornalismo, publicidade, relações públicas e educação para os media.

Há 21 sessões temáticas. Sem querer ser muito tendencioso, considero que a melhor (ou uma das melhores) sessão é a da sociologia da comunicação. Por favor, inscrevam-se. Podem fazê-lo até 30 de Junho, através do sítio www.5sopcom.uminho.pt.

30 Abril 2007

O BLOGUE DE ANTÓNIO GRANADO


António Granado, do blogue Ponto Media, publica hoje um inquérito feito a 100 leitores, a partir de uma ferramenta (no blogue de Mindy McAdams).

Como não tenho tempo de fazer gráficos ou quadros, aqui ficam alguns dados dos leitores do blogue do António Granado, retirados directamente do seu espaço:

Idade dos leitores
18 a 35 anos – 68
35 a 50 – 26
51-65 – 6

Profissão
Estudante – 29
Professor – 15
Jornalista – 30
Outra – 41

Frequência de leitura
+ de uma vez por dia – 5
Diariamente – 42
2 a 4 x por semana – 29
2 a 4 x por mês – 12
1 vez por mês ou menos – 7
1ª vez – 5

Quando começou a ler
2001-2002 – 11
2003-2004 – 15
2005-2006 – 48
2007 – 17
Não sou leitor habitual – 6
Não responderam – 3

Costuma ler outros blogues de jornalismo
Sim – 65
Não – 35
Quais (com mais citações): Jornalismo e Comunicação, Atrium, Blogouve-se, ContraFactos & Argumentos, Indústrias Culturais, Irreal TV e Jornalismo & Internet

Principais pontos fortes do Ponto Media
Actualidade
Bons links
Sucinto, curto, “don’t speak – point”

Principais pontos fracos do Ponto Media
Pouca opinião pessoal
Poucos links nacionais
Pouca interacção com os leitores

Que pontuação daria ao Ponto Media. Mau- 0 ; Excelente – 10
10 – 11
8-9 – 60
6-7 – 24
4-5 – 4
2-3 – 1

O que falta ao Ponto Media para ser melhor (mais referidos)
Mais opinião
Mais multimedia

Observação: obrigado no que toca ao Indústrias, um dos mais citados.

30 Abril 2007

REVISTAS OU SUPLEMENTOS?


Na Notícias Magazine (NM) de ontem, com o título Audiências. De “pin” ao peito, dava-se conta da liderança daquela publicação dominical que acompanha os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Olhando para os gráficos, lê-se que a NM é mais lida que revistas como Proteste, Maria, Visão, Nova Gente ou Caras. A meu ver, esta comparação não se devia fazer, pois mistura publicações autónomas com revistas que acompanham jornais. Curiosamente, a menos lida das dez é o caderno Única, do Expresso – do mesmo modo que com a NM, tenho pudor em chamar-lhe revista, por causa da autonomia relativamente ao produto principal, o jornal.

Retirando a Proteste e a Visão, há homogeneidade no tipo de informação lida nessas publicações. Trata-se de informação leve, em papel macio e brilhante, às vezes focando histórias das estrelas locais e das suas idiossincrasias específicas, às vezes com artigos de aconselhamento (beleza, sexualidade). Não há política nem cultura exigente nas publicações, as quais podem ler-se num consultório médico ou de advogado enquanto se espera pela nossa vez na consulta.

Reparando com mais atenção nos quatro gráficos que enchem duas páginas da NM de ontem, a NM compara-se nos terrenos de revistas mais lidas, revistas de jornais (o único sector em que se devia efectuar a comparação), newsmagazines (a menos comparável) e revistas femininas. Ou seja, para quem escreveu, a NM é uma mistura adequada dos quatro tipos de publicações, o que, na minha opinião, não é. Como anotei acima, a NM é um tipo de publicação ancorada num título principal – pouca gente compraria a NM isoladamente -, atinge um público-alvo dentro dos compradores do título principal (informação mais leve, dirigida ao público feminino).

Eu não valorizo muito este tipo de publicação. Os meus gostos estão noutros sítios dos jornais. Para além do caderno principal, elejo os cadernos de cultura, arte e política como os principais. Dentro deste âmbito, recordo com uma já grande saudade a revista (ou caderno) , sacrificada na última remodelação do Diário de Notícias. Ali, eu encontrava informação bem trabalhada das novidades literárias, cinematográficas, musicais e estéticas. Com textos soberbos de Umberto Eco, Mario Vargas Llosa e outros. A sua substituição por uma revista-caderno de televisão mostra a dificuldade dos jornais estabelecerem empatia com os leitores que gostam de jornais. O que vem na publicação editada ao sábado com o formato da revista Maria encontra-se em muitos outros lugares, não acrescenta nada ao conhecimento. Claro que compreendo a inflexão do grupo de media proprietário do Diário de Notícias: os negócios presentes e futuros da televisão, seja na PTM ou na televisão digital terrestre.

Retiro os títulos da capa do nº 63 da revista (23 de março último): “Sons – Teresa Salgueiro em viagem pelo Brasil”; “Imagens – a Itália de Berlusconi filmada por Moretti”; “Letras. Carmen Miranda. Memória em technicolor”. Agora, à distância apenas de um mês, percebe-se melhor a qualidade daquela aposta, se comparada com o produto que a substituiu.

Terá sido uma boa opção o abandono de uma publicação desta qualidade? Os leitores correm depressa para ler a Ípsilon, do concorrente Público.

29 Abril 2007

FEIRA DO LIVRO E DA INDÚSTRIA CULTURAL EM PONTEVEDRA

Em Pontevedra (Espanha), realiza-se, entre 10 e 13 de Maio, a Feira do Livro e da Indústria Cultural. Inclui o livro, o disco e outros produtos da indústria cultural galega. Para obter mais informações, clicar em cultur.gal.

29 Abril 2007

D. JOÃO, DE MOLIÈRE


O cenógrafo João Mendes Ribeiro chama praticável à superfície levemente inclinada em que a peça D. João se desenvolve (série de espectáculos de 14 a 28 de Abril no Teatro Nacional de S. João, no Porto). Portas, alçapões, espelhos, entradas e saídas, nascem desta plataforma, a qual ainda serve de demarcação do tempo.

No topo do praticável, o clarinetista Carlos Piçarra Alves, como se fosse uma testemunha permanente dos factos, pontua as intervenções destes. Com temas de Vítor Rua, Maurice Ravel e Rahul Dev Burman.

D. João (Pedro Almendra) e Esganarelo (Hugo Torres), donjuan e o seu aio – que também funciona como voz da consciência, dizendo o que o patrão pensa mas censurando aqueles que agem como o patrão -, ocupam todo o praticável.Também gostei particularmente de João Castro (no papel de Pierrot) e Joana Manuel (no papel de Dona Elvira). Com microfones em cada actor, eliminam-se as dificuldades de audição que se encontram, por vezes, nos palcos.

Na sexta-feira, a plateia estava cheia. Muitos jovens em grupo (possivelmente oriundos de escolas secundárias) não regatearam aplausos no final. O que é agradável para os artistas.

O Manual de Leitura, uma espécie de jornal, tem muitos e bons textos sobre a peça.

Tradução da peça por Nuno Júdice, encenação de Ricardo Pais.

29 Abril 2007

PORTO CONTEMPORÂNEO

29 Abril 2007

O ABATE DAS ÁRVORES SEGUNDO AS NOTÍCIAS DOS JORNAIS

Nas semanas mais recentes, os jornais noticiaram o abatimento de cerca de 90 plátanos da praça onde se encontra a praça de touros do Campo Pequeno (Lisboa). Da leitura de diversas notícias, traço o presumível desenrolar dos acontecimentos.

1) informação do número de plátanos a deitar abaixo (dados sem fonte identificada, embora oficial); tratava-se de preparar a opinião pública,
2) reacção de movimentos ambientalistas, simultaneamente enquanto pressão para que o abate se não desse e porque o promotor da primeira notícia não soubera preparar, de modo conveniente, a opinião pública. Logo, colocação do assunto em agenda,
3) necessidade do pelouro da Câmara ligado ao ambiente intervir, dando conta de dois movimentos complementares: a) envelhecimento de algumas árvores antes mesmo da alteração urbana que restaurou a praça de touros, b) danificação de outras árvores pelas obras. Por esta segunda razão, a Câmara indicava ir ter uma indemnização da entidade concessionária da praça de touros. Em causa a limitação de danos provocados em termos de comunicação.

Observação: se os plátanos foram danificados e a entidade promotora das obras foi responsabilizada, isso significa que houve problemas reais que os movimentos ambientalistas denunciaram correctamente. Claro que só conheço os factos a partir das notícias dos jornais e porque assisti ao abate, como as imagens antes e depois da destruição mostram. Não conheço o empenho dos vários actores sociais no agendamento das notícias e seu enquadramento (perspectivas enunciadas).

27 Abril 2007

PÚBLICOS E AUDIÊNCIAS EM DAYAN


Daniel Dayan tem escrito bastante sobre públicos e audiências. Os leitores portugueses já o conhecem nomeadamente do volume organizado por ele e por José Carlos Abrantes, editado no final do ano passado com o título Televisão: dos públicos às audiências (Livros Horizonte e CIMJ). Um livro mais antigo, mas igualmente celebrado, foi o escrito de parceria com Elihu Katz, com o nome A História em directo. Os acontecimentos mediáticos na televisão (Minerva, 1999; original: Media events).

Um outro texto que eu considero de particular importância seria publicado no volume organizado por Sonia Livingstone Audiences and publics: when cultural engagement matters for the public sphere (Intellect, 2005). Apesar do título provocador e complexo, Mothers, midwives and abortionists: genealogy, obstretrics, audiences and publics, Dayan deixa-nos uma excepcional e clara percepção dos conceitos público e audiência, bem maior que a do volume editado o ano passado.

A preferência de Dayan vai para público, o qual implica sociabilidade, estabilidade, envolvimento e efectivação (performance). Para ser mais preciso, o público é uma entidade coerente cuja natureza é colectiva, em que o conjunto, para além da sociabilidade, significa identidade partilhada e um sentido dessa identidade. Público não é o simples espectador no plural, a soma de espectadores. O que o leva a apresentar os propósitos do seu capítulo, em número de três: 1) retratar uma noção chamada público, 2) observar a interligação entre públicos e audiências, 3) observar a posição dos que olham os públicos e propõem uma genealogia das entidades observadas.

Dayan arquitecta distintos públicos: de gosto, de questões (issues) – como os ligados à política – e de identidade – caso dos fãs de música, jogos e desporto. Separa público de espectadores, multidões, comunidades, activistas ou militantes, e testemunhas. E serve-se das profissões para diferenciar: quando o demógrafo olha os públicos, vê grupos etários; quando o semiótico olha os públicos, vê comunidades interpretativas. Para além da perspectiva geográfica: em França, as audiências tendem a ser, ao passo que os públicos tendem a fazer.

Os públicos possuem diferentes entidades (personae fictae), através das quais se liga a atenção pela reacção e resposta – públicos, audiências, testemunhas e espectadores. A primeira tarefa é reconhecer a diversidade deste conjunto heterogéneo. A tarefa seguinte consiste em olhar a recepção da (na) televisão.

Dayan fala da necessidade de distinção entre públicos e tipos de audiências. Pelo que propõe um duplo entendimento de público e um duplo entendimento de audiência. Quando se fala de públicos, há um tipo de actor colectivo, discreto, mitologizado, envolvido em processos políticos e culturais; mas também se pode usar público no sentido genérico. Quando se fala de audiências, podem discutir-se estas na pesquisa quantitativa mas também considerá-las no sentido dos estudos de recepção.

26 Abril 2007

TOCAR DE OUVIDO

De 28 de Abril a 1 de Maio, realiza-se em Évora o Tocar de Ouvido. O evento reúne diferentes gerações de músicos para oficinas de aprendizagem, palestras e debates, complementadas com muita música ao vivo.

Como organizadores ou participantes deste evento contam-se alguns nomes bem conhecidos do meio musical português e mesmo do estrangeiro: António Tilly, professor do Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), Artur Fernandes (Músico do projecto Danças Ocultas e da associação Dorfeu, de Águeda), Carlos Guerreiro (músico, artesão e professor, conhecido pela sua participação em projectos musicais como o GAC, Gaiteiros deLisboa, Amélia Muge, etc.), Domingos Morais (professor da Escola Superior de Teatro e Cinema), Fernando Deghi (músico brasileiro, internacionalmente conhecido pelo seu trabalho nos Cordofones do Brasil), Manuel Rocha (Brigada Victor Jara, director do Conservatório de Coimbra), Pablo Carpinteiro (prestigiado investigador e professor de Gaita-de-fole da Galiza, Espanha) e Santiago Bejar (tamborileiro da Extremadura, Espanha).

[Fonte: Radiofusiòn (texto de Maria Xesús Arias)]

26 Abril 2007

TEATRO DOS ALCÓMICOS ANÓNIMOS


Dias 3, 4 e 5 de Maio, na sala Jardins de Inverno do Teatro São Luís, os Alcómicos Anónimos vão repor a peça Matrioshka, espectáculo de luz e cor “com hora e picos de comédia”.

Na apresentação do espectáculo, lê-se: “Relativamente ao espectáculo que esteve em cena no Teatro Mundial de Outubro a Dezembro, esta Matrioshka terá poucas, mas boas alterações. Podemos prometer desde já que o espectáculo vai ser um pouco mais curto (imposições directivas!) e que terá um início e um final diferentes. Quando a sketches novos, está prevista uma ou outra surpresa”.

26 Abril 2007

CADERNOS DE JORNALISMO


Está a começar a sessão de lançamento dos Cadernos de Jornalismo, do Instituto de Estudos Jornalísticos (Universidade de Coimbra).

Desejo muito êxito, ficando à espera dos conteúdos para os ler. Para mais informações, clicar em cadernosdejornalismo.

26 Abril 2007

JORNALISMO DE SARGETA – O QUE É?

João Paulo Meneses, do Blogouve-se, quis saber o que signifca isso segundo o ministro dos Assuntos Parlamentares. Augusto Santos Silva respondeu-lhe e o resultado está aqui. A ler e a deixar comentários na caixa do blogue de Meneses.

26 Abril 2007

NOITES DE JAZZ

Às quintas-feiras, pelas 22:45, entre Maio e Setembro, na cafetaria Quadrante (Centro Cultural de Belém), com entrada livre.

No dia 3 de Maio, Russ Lossing toca piano em solos. No dia 10 de Maio, cabe a vez ao Quarteto de Júlio Resende (este ao piano), acompanhado por José Pedro (saxofone), Hugo Antunes (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

26 Abril 2007

CINEMA

Está a decorrer em Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente) Caminhos do Cinema Português, até 28 deste mês.

Mais informações em www.caminhos.info.

26 Abril 2007

POPULORUM PROGRESSIO – CICLO DE CONFERÊNCIAS

Integrado nas comemorações dos 40 anos da Populorum Progressio, encíclica de Paulo VI, o Patriarcado de Lisboa promove três conferências dedicadas à Verdade, ao Bem e ao Belo (na imagem, clicar em cima para a ampliar).

A primeira, sobre a Verdade, decorre hoje, às 21:30, na Sé Patriarcal, seguindo-se a conferência sobre o Bem, no dia 10 de Maio, e o Belo, em 24 de Maio. Nesta última, intervirão João Bénard da Costa (director da Cinemateca Portuguesa) e Jorge Silva Melo (director da companhia teatral Artistas Unidos), com moderação do professor universitário Paulo Vale.

26 Abril 2007

VIDEOJOGOS


Retiro da newsletter Meios e Publicidade, com data de hoje, a informação de Nelson Calvinho e Jorge Vieira na direcção de conteúdos do MyGames. Lê-se:

“A Impresa Digital, subholding do grupo Impresa para a área de multimédia, anunciou a contratação dos jornalistas Nelson Calvinho e Jorge Vieira para a direcção de conteúdos do portal de jogos MyGames. Ambos participaram nos projectos Mega Score e Máquina de Escrever, sendo de salientar o facto de Nelson Moutinho ter sido fundador da APROJE – Associação de Produtores de Jogos Electrónicos. O MyGames é um projecto de «cross media de videojogos» focado na distribuição digital e, segundo informação avançada ao M&P, prevê-se o seu arranque para Junho deste ano” (texto assinado por Filipe Pacheco).

25 Abril 2007

CURSO DE VIDEOJOGOS


No próximo mês, a Universidade Gama Filho inicia em São Paulo (Brasil) uma programação de seis cursos de Tecnologia da Informação, de que destaco o Desenvolvimento de Jogos Digitais.

Este curso, de 580 horas, tem como objectivo “formar desenvolvedores de jogos digitais, com ênfase em diversas plataformas como computadores, celulares e consolas. O aluno adquirirá conhecimentos de Flash, J2ME, BREW, Inteligência Artificial, Computação Gráfica, Game Engines, Game Design e todos os elementos envolvidos no desenvolvimento de jogos”. Conforme se pode ler ainda em Gamecultura (assinado por Claudia Castilho), “O curso preocupa-se também em proporcionar ao aluno o conhecimento de toda a dinâmica de uma equipe de desenvolvimento de jogos, por meio de trabalhos práticos em equipe e o desenvolvimento de um projeto completo de jogo, assim como estimular a criatividade do aluno na criação de roteiros de jogos, personagens, cenários, gameplay e outros elementos que compõem um jogo”.

No curso, serão ministradas as seguintes disciplinas: Estudo de Jogos, Matemática aplicada a jogos, Tecnologia para jogos, Física aplicada a jogos, Programação 3D, Tópicos avançados de programação para jogos, Inteligência Artificial, Design de Jogos, Jogos Online, Jogos para Celulares, Análise e complexidade de algoritmos, Gestão de projectos para jogos, Projecto de Jogos, Empreendedorismo e Metodologia de ensino e de pesquisa científica.

Informações:
ugf@posugf.com.br; Gamecultura.

25 Abril 2007

VIDEOJOGOS


Jogos online, vários grátis, em Bitgames.

25 Abril 2007

FESTIVAL DE MÚSICA EM CASTELO BRANCO


Primavera Musical 2007 – 13º Festival Internacional de Música de Castelo Branco. Primeiras datas:

1 de Maio, 21:30 – filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles – Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco,

5 de Maio, 21:30 – concerto Jaques Morelenbaum e o Trio Cello Samba – Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco.

Mais informações: www.primaveramusical.org

Vídeos do Festival: www.primaveramusical.blogspot.com

25 Abril 2007

TEATRO NO MONTIJO


Estreia, no dia 28, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, no Montijo, o espectáculo Subsidiem-me, produção da Companhia Lua, companhia de dança profissional localizada naquele concelho, com criação e interpretação de Diniz Sanchez.

Diz a informação enviada da organização que “Subsidiem-me nasceu do inconformismo do criador e intérprete do espectáculo, face às dificuldades que a criação artística contemporânea encontra. Por um lado, face às instituições que existem para a estimular, apoiar e subsidiar e, por outro, face à impossibilidade de poder trabalhar com outros artistas. Para Diniz Sanchez, este é um «One Man Show» obrigatório, pelo facto de continuar “a trabalhar com profissionais, sem lhes poder oferecer as condições de trabalho logísticas e financeiras que merecem”.

25 Abril 2007

TEATRO EM BEJA


De 23 a 27 de Abril, no Teatro Pax-Julia, em Beja, A arte pública representa O Mundo da Gente, a partir de textos de Eduardo Olímpio.

25 Abril 2007

FESTIVAL DE TEATRO DE TEMA CLÁSSICO


A FESTEA – Tema Clássico promove, a partir de amanhã, 26 de Abril, a IX edição do Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico, em Coimbra, Conimbriga, Odrinhas (Sintra), Braga, Miranda do Corvo, Viseu e Nantes (França)

Grupos participantes: Angelus de Fátima (Gorgulho), Thíasos do IEC (Mulheres no Parlamento, Suplicantes e Agamémnon), Canto e Drama do Conservatório de Música de Coimbra (Espectáculo Lírico), Selene do IES Carlos III de Madrid (Hécuba) e Calatalifa de Madrid (Comédia dos Burros e Lisístrata).

Programa

26 de Abril, 21:30, Coimbra, Teatro Paulo Quintela, FLUC
Agamémnon de Ésquilo pelo grupo Thíasos do IEC-FLUC

1 de Maio, 16:30, Miranda do Corvo (frente à Câmara Municipal)
Lisístrata de Aristófanes pelo grupo Calatalifa de Madrid

2 de Maio, 21:30, Viseu (Auditório Mirita Casimiro)
(Asinaria) Comédia dos Burros de Plauto pelo grupo Calatalifa de Madrid

11 de Maio, Nantes (França): FELG 2007
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes pelo Thíasos do IEC-FLUC

16 de Maio, 11:00, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas (Sintra)
Agamémnon de Ésquilo pelo Thíasos do IEC-FLUC

16 de Maio, 15:30, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas (Sintra)
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes pelo Thíasos do IEC-FLUC

19 de Maio, 17:00, Conimbriga
O Gorgulho de Plauto pelo Angelus de Fátima

20 de Maio, 21:30, Conimbriga
Ópera Vénus e Adónis de John Blow, pelo grupo Canto e Drama do Conservatório de Música de Coimbra

5 de Julho, 21:30, Coimbra (Páteo da Universidade)
Hécuba de Eurípides pelo Hélios do IES Carlos III, Madrid

6 de Julho, Conimbriga
“Encontros do Efémero ‑ II”
(palestras e oficinas de teatro, pela manhã, tarde e noite dentro)

7 de Julho, 21:30, Braga (Museu D. Diogo de Sousa)
Hécuba de Eurípides pelo Hélios do IES Carlos III, Madrid

8 de Julho, 21:30, Braga (Museu D. Diogo de Sousa)
Agamémnon de Ésquilo pelo Thíasos do IEC-FLUC

10 de Julho, 21:30, Coimbra (Pátio da Universidade)
Suplicantes de Eurípides pelo Thíasos do IEC-FLUC

11 de Julho, 21:30, Viseu (Auditório Mirita Casimiro)
Suplicantes de Eurípides pelo Thíasos do IEC-FLUC

12 de Julho, 21:30, Conimbriga
Agamémnon de Ésquilo pelo Thíasos do IEC-FLUC

Inscrições abertas para escolas, grupos e público em geral. Contactos:
teaclass@ci.uc.pt.

25 Abril 2007

GEOGRAFIA DO CINEMA


O Bareme Cinema 2007 indica que, no período entre Abril de 2006 e Março de 2007, 2,511 milhões de portugueses com 15 e mais anos foram ao cinema (informações e imagens retiradas da newsletter da Marktest).

Conforme se lê na newsletter, “os concelhos de Lisboa e de Vila Nova de Gaia são os que mais cinéfilos atraem, respectivamente 582 mil e 323 mil. As duas grandes áreas metropolitanas de Portugal revelam assim dois comportamentos muito diferenciados. Enquanto Lisboa se assume como pólo receptor dos adeptos da sétima arte, já o Porto se coloca em segundo plano, ultrapassado por Gaia e Matosinhos. A esta realidade não se pode alhear a tendência seguida pelo sector nos últimos anos, com forte investimento na oferta em grandes complexos de cinema situados nos grandes centros comerciais. Na região do Grande Porto, estas superfícies têm-se localizado sobretudo nos seus concelhos limítrofes”.

Esta leitura desperta-me uma outra: o concelho do Porto tem desinvestido fortemente na cultura, o que abre condições para áreas geográficas limítrofes incentivarem os seus apoios. Basta percorrer as principais ruas da Baixa portuense para ficar com uma sensação de crescente abandono. Certamente que há mais do que uma explicação, mas poder-se-iam adiantar algumas, como a desertificação urbana e comercial desses espaços.

24 Abril 2007

LUDOLOGIA


Por me parecer importante, transcrevo uma mensagem de Luís Filipe Teixeira na lista de discussão da SOPCOM sobre a criação de um Grupo de Trabalho de Ludologia:

Como eventualmente saberão, pelo menos, desde 2005 que um grupo de Colegas e de Sócios da SOPCOM têm vindo a manifestar a intenção de ser criado um Grupo de trabalho na novíssima área científica da Ludologia/«Game Studies», que teve um marco internacional fundamental com a criação, em 2001, por parte de Espen Aarseth, da revista online Game Studies (www.gamestudies.org). Desde essa altura, quer nacional quer, sobretudo, internacionalmente, esta área científica tem-se vindo a desenvolver exponencialmente, sobretudo, como sempre acontece, fazendo eco de uma transdisciplinaridade sempre saudável mas que, desde já, e até para promoção de diálogos trans-institucionais e trans-nacionais, precisa de enquadramento reflexivo e institucional.

Em traços muito largos diríamos apenas que, pela nossa parte, sempre pensámos que, por um lado, seria necessário ver quais as várias sensibilidades, dentro e fora da nossa Associação, e nas várias áreas científicas, mas sempre num quadro académico, para a fundamentação desta área científica em Portugal, fundamental no mundo contemporâneo em que vivemos. Como se escreveu na primeira reunião que se promoveu, incluída no 4º SOPCOM, e no Simpósio «Videojogos 05»(http://www3.ca.ua.pt/videojogos/index.htm), «o mundo dos videojogos (e/oudos jogos electrónicos) é actualmente uma das indústrias em maior expansão à escala global. Os seus índices económicos alcançaram em 2004 o patamar da indústria cinematográfica de Hollywood. Prevê-se que nos próximos anos e décadas a indústria dos videojogos se venha a tornar não apenas na indústria mais rentável do entretenimento, mas que seja também ela própria motor de desenvolvimento tecnológico e de inovação. (…) O projecto académico VIDEOJOGOS pretende destacar a emergência dos estudos do Entretenimento Interactivo no âmbito transdisciplinar, que una num mesmo campo científico a informática, a comunicação, o cinema, o design, a literatura, a filosofia, a psicologia, a sociologia, as belas artes… e promover dessa forma a colaboração interinstitucional nomeadamente no âmbito de projectos de investigação que versem sobre este novo domínio.» É impossível escamotear-se esta realidade, não criando as condições para apensarmos.

Os estudos ludológicos, como dissémos e escrevemos várias vezes, têm hoje já um estatuto académico (internacionalmente reconhecido) tão ou mais válido que outras áreas científicas devidamente institucionalizadas nas nossas Academias, com hermenêuticas e criticismo de longa tradição científica! A necessidade e urgência na criação deste GT manifestou-se, igualmente, no interior das comunicações apresentadas à mesa temática de Comunicação e Ludicidade, desse mesmo congresso, que teve lugar em Aveiro. Nessa altura, achou-se por bem criar-se um blog que fosse dando conta dos avanços, bem como no sentido de se ir anunciando esta necessidade/desejo.

Já no ano passado, «no Videojogos06»(http://www3.ca.ua.pt/videojogos/videojogos06.htm), avançou-se um pouco mais, sobretudo no sentido de se constatar:

a) a Concepção e Realização de Projectos de Investigação

b) a Criação de Currículos Interinstitucionais

A Comunidade tem vindo a aumentar(http://www3.ca.ua.pt/videojogos/comunidade.htm).

Por tudo isto, vimos, por este meio, convidar os Colegas e Amigos interessados em fazerem parte deste GT-Ludologia e Comunicação em manifestarem o seu interesse (terão de ser sócios efectivos para o acto de fundar o GT, de acordo com o indicado em http://www.sopcom.pt/grupos_de_trabalho.html, convidando-os, desde já, a lerem a nossa proposta de «Texto Fundador» nas nossas «EscritasMutantes», recentemente (re-)inauguradas, e para as quais, desde já, tenho a honra de vos convidar, em http://www.escritasmutantes.com/index.php?id=7

A nossa ideia será organizar um Symposium paralelo às mesas temáticas do V Congresso da nossa Associação para institucionalizar este GT, Symposium este que, também adiantamos desde já, terá a seguinte ordem de trabalhos:

1- Fundação do GT de Comunicação e Ludologia da SOPCOM

2- Eleição dos Corpos coordenadores do GT

3-Discussão e Aprovação das linhas programáticas

4-Discussão e Aprovação do Plano de Actividades para 2008

5-Outros assuntos

Aguardando as Vossas prezadas notícias e manifestações de interesse (indicando-me nome e instituição de acolhimento), recebam os melhores cumprimentos pessoais e saudações académicas de

Luís Filipe B. Teixeira

Professor Universitário/Ensaísta

24 Abril 2007

BONECOS


São bonecos para recortar, em conjuntos musicais, feitos ou publicitados por Mónica Rodríguez (ver em www.ouvirmos.com).

Lê-se em mensagem oriunda da Galiza: “Cos Bonecos para recortar de Ouvirmos serás violinista, gaiteiro, guitarrista,… ou baterista. Poderás tocar o bombo, o tamboril, o saxofón,… ou os teclados. Troca os instrumentos e a vestimenta e séntete parte da banda. Recomendados para menores de 18 anos ou para quen nunca quixo deixar de ser crianza”.

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