O blogueiro vai descansar uns dias das tarefas profissionais e da escrita neste espaço. Desejo uma boa Páscoa a todos os leitores do Indústrias.
FILMES
Por coincidência, vi os filmes Estado de Guerra (The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow, 2008) e O Mensageiro (The Messenger, de Oren Moverman, 2009) um a seguir ao outro. Há uma complementaridade de temas – no que me parece ser mais do que acaso. A guerra no Iraque tem tido fortes repercussões na opinião pública americana e mundial em geral e nos realizadores de cinema em particular. Em Estado de Guerra, a história decorre no próprio Iraque, com o olhar dos americanos sobre si mesmos, em especial como um grupo de soldados sapadores procura neutralizar as minas colocadas em solo urbano. É um filme complexo sobre os horrores da guerra e da posição dos soldados em país estrangeiro: valores, solidariedade entre si, o olhar incompreensivo sobre o outro (a outra cultura). Em O Mensageiro, a acção passa-se nos Estados Unidos, com uma equipa de soldados a comunicar directamente a familiares a morte de soldados em combate. Aqui também se forma uma solidariedade entre soldados, com os momentos de intervenção e tempos livres a cruzarem-se, realçando o perfil psicológico dos soldados nessas duas atitudes. Nos dois filmes, o país (Estados Unidos) não aparece retratado de modo positivo, antes nos fica a ideia de país imperialista em que a vida individual pouco conta.
ENCONTRO DE INDÚSTRIAS CULTURAIS EM BARCELONA
Da esquerda para a direita: Gabriela Canavilhas, Fadila Laanan e Ángeles Gonzalez-Sinde (ministras da cultura de Portugal, Bélgica e Espanha), a jornalista espanhola Milagros Perez, Androulla Vassiliou (comissária da Cultura e da Educação), Bernd Neumann e Marcus Rantalla (ministros da Cultura da Alemanha e da Finlândia) na cerimónia de encerramento do Fórum Europeu de Indústrias Culturais, hoje em Barcelona. O fórum foi a preparação da reunião informal de amanhã, que envolve na mesma cidade de Espanha os ministros europeus da cultura [informação e imagem retirada do sítio Fotoglif]. Para ver uma entrevista com a ministra espanhola, Ángeles González-Sinde, feita ontem, clicar aqui (a Espanha detém no presente semestre a presidência da União Europeia). Nessa entrevista, a ministra fala da publicação ainda em discussão do livro verde da Comissão Europeia para as indústrias culturais e criativas, que atende às especificidades regionais da União. Os dados recolhidos serão úteis para identificar os caminhos da cultura e o emprego criado pelas diferentes indústrias culturais.
NÚMEROS DA REDE SOCIAL LINKEDIN
A rede social LinkedIn tem 60 milhões de membros em todo o mundo, com escritórios nos Estados Unidos (sede na Califórnia), Índia, Holanda e Austrália. Vai abrir um outro escritório, no Canadá, país que viu subir de um para dois milhões de membros nos últimos 12 meses. O canadiano ligado à LinkedIn tem em média 40 anos de idade, com os dois sexos em equilíbrio, um rendimento de 110 mil dólares e muitos trabalham nas 500 empresas colocadas na Fortune.
COMUNIDADES PÚBLICO
“Dos blogues às dúvidas sobre questões de justiça, passando pelas transmissões em directo e sugestão de notícias à redacção, os leitores podem agora entrar em contacto mais facilmente com os jornalistas do Público“. Eis a nova forma de fazer o jornal: “leia e comente nos nossos blogues, sugira notícias à redacção, envie-nos fotografias e vídeos, acompanhe as nossas webcams”.
CULTURA E COMUNICAÇÃO EM DISCUSSÃO EM SÃO PAULO
Entre ontem e amanhã, decorre o III Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina: integrar para além do mercado, organizado pelo CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação na América Latina) da ECA USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). O simpósio reune investigadores, docentes, estudantes e académicos em geral “para a promoção de debates sobre as perspectivas de integração da América Latina no âmbito da cultura e comunicação”. O tema remete para as mudanças no “cenário das indústrias culturais continentais, das políticas culturais na região e mesmo à maior visibilidade da temática da diversidade cultural, hoje reconhecida como direito humano pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)” [Universia].
CULTURA NA GALIZA
“O obxectivo deste informe é ofrecer unha panorámica sobre o impacto da crise económica no ámbito cultural. Aínda que as fontes de 2009 ás que se poden ter acceso son aínda moi limitadas, cremos que o interese que suscita a materia xustificaba un avance de resultados. Pese a todo, cómpre tomar con certa cautela as análises, dada a provisionalidade dalgunhas fontes e a ausencia de datos en operacións estatísticas habitualmente explotadas polo Observatorio da Cultura Galega cando se dispón dunha perspectiva máis ampla” (Consello da Cultura, Primeira avaliación do impacto da crise económica no ámbito cultural de Galicia). Teatro, cinema, livro, emprego e ocupação laboral, empresas culturais, comércio externo e intracomunitário e índice de prços no consumo de produtos culturais são as áreas analisadas. Das conclusões, o relatório indica: “De entrada semella que a edición e o audiovisual son as actividades económicas que máis sofre na crise. Dado o seu gran peso relativo no sector, teñen un perigoso efecto arrastre. Pola contra, observamos un repunte da creación e de outras actividades de carácter cultural, o cal podería levara a pensar que, sobre todo no tecido empresarial máis pequeno, se están atopando nichos de mercado (presumiblemente interno), seguramente tamén aproveitando a capacidade que están tendo os prezos de corrixirse á baixa”.
INDÚSTRIAS CRIATIVAS EM AUGUSTO M. SEABRA
“Ora, se o estudo [de Augusto Mateus sobre o sector cultural e criativo em Portugal] é sem dúvida importante, também há que dizer que a vulgarização das ideias de Richard Florida sobre as “cidades criativas” se transformou num tópico do novo capitalismo da sociedade de informação e do conhecimento. Sem dúvida que a cultura engloba as indústrias culturais, aliás de âmbito reduzido em Portugal (uma indústria da edição livreira flagelada pela sua própria sobreprodução, uma indústria discográfica em crise e uma indigente indústria de telenovelas sem perspectivas de exportação), mas já as agora tão na moda “indústrias criativas” são de um âmbito que em boa parte tem mais a ver com a estrita economia” [Augusto M. Seabra, 28.3.2010, em Letra de Forma, inicialmente editado no jornal Público].
PRÁTICAS E POLÍTICAS CULTURAIS
Novos Trilhos Culturais – Práticas e Políticas é o novo livro coordenado por Maria de Lurdes Lima dos Santos, José Machado Pais. Ainda sem o conhecer, retiro a seguinte informação do sítio do ICS:
- Este livro explora possíveis «novos trilhos culturais» num contexto de novos rumos societais. Isto tanto a nível das práticas quanto das políticas. Espera-se que ele possa contribuir para uma reflexão em torno de múltiplos questionamentos que inquietam investigadores e agentes culturais. Por exemplo, quais os mecanismos de promoção ou gestão da diversidade cultural? Qual o lugar das práticas culturais na formação ou sensibilização dos públicos da cultura? Que relações estabelecer entre os públicos e as políticas de cultura? Em que públicos pensamos quando falamos de políticas públicas da cultura? Como evitar que as indústrias culturais se circunscrevam a meras indústrias de entretenimento? Qual o papel da cultura na recuperação do espaço público, nomeadamente nas cidades? Os contributos do livro distribuem-se pelas seguintes partes: «Novas valências da cultura»; «Criação/produção cultural e artística: novos contextos e novas relações»; «A cultura, os media e as novas tecnologias»; «Políticas culturais e desafios actuais»; «Que destaques nos novos trilhos da cultura?».
ENTRE A COMUNICAÇÃO E A HISTÓRIA
Explorations in communication and history, editado por Barbie Zelizer (2008), articula comunicação e história e aplica-a ao estudo da tecnologia, audiências e jornalismo. Capítulos de S. Elizabeth Bird, Richard Butsch, James Curran, Susan J. Douglas, Anna McCarthy, Robert McChesney, John Nerone, David Paul Nord, John Durham Peters, Michael Schudson, Peter Stallybrass e Paul Starr.
CIDADES INDEPENDENTES/INDEPENDENT CITIES
Neste ano de 2010, em que dezassete países africanos comemoram 50 anos de independência e cinco países da América Latina decidem festejar o Bicentenário da sua formação como nações, a realização de um workshop de investigação e produção teórica, no âmbito de um Programa Cultural cujo foco principal incide sobre estas regiões geográficas e culturais, reveste-se, pensamos, de toda a pertinência. [...] Aparentemente, cidades como Casabalanca ou o Cairo pouco terão em comum com Maputo, S. Paulo, Lima ou Bogotá. E, no entanto, como o confirmaram alguns dos investigadores presentes neste workshop, há problemas e soluções que atravessam o “ar do tempo” e que são comuns a muitas delas: um tráfego rodoviário intenso e tendencialmente caótico, a situação de permanente guerra civil, que tipifica muitas cidades sul-americanas e africanas e que torna reféns os seus habitantes, as novas configurações urbanas modeladas pelo aumento cada vez mais significativo das periferias — que as transformam em mega—cidades -, pela extensão tentacular dos bairros de lata/favelas onde se instalam sucessivas vagas de populações rurais na miragem de melhores condições de vida, pelos vazios que a desindustrialização vai provocando, pela criação de um novo tipo de arquitectura, temporária e frágil, produzido pelos que se deslocam no interior das cidades, etc. [foto de cima: Javier Silva-Meinel; foto de baixo: Avelina Crespo]
In this year of 2010, when seventeen African countries will be commemorating 50 years of independence and five Latin American countries have decided to celebrate the bicentenary of their formation as nations, the holding of a workshop dedicated to research and theoretical production, under the scope of a Cultural Programme whose main focus of attention is on these geographical and cultural regions, is, we believe,a highly pertinent occasion. [...] Apparently, cities such as Casabalanca or Cairo have little in commonwith Maputo, São Paulo, Lima or Bogotá. And yet, as some of the researchers attending this workshop have confirmed, there are problems and solutions that pass through the “mood of the moment” and are common to many of them: an intense and generally chaotic road traffic, the situation of permanent civil war, which typifies many South American and African cities and turns their inhabitants into hostages, the new urban configurations shaped by the increasingly significant growth of the peripheries (which has transformed them into mega-cities), by the tentacular spread of the shanty towns/favelas in which successive wavesof rural populations have settled in the vain hope of obtaining better living conditions, by the empty spaces resulting from deindustrialisation, by the creation of a new type of temporary and fragile architecture, produced by those moving around in the heart of the cities, etc.
Texto de/text by António Pinto Ribeiro [Próximo Futuro/Next Future, nº 3]
A FAMÍLIA PORTUGUESA NO TEATRO ABERTO
António é o ausente sempre presente: foi ele quem pagou a casa onde vive a família, seria ele que poria ordem à desordem da vida da sua família. Isaura (Teresa Faria), a viúva, é a intérprete da sua memória, mas já confunde a fantasia com a realidade. O filho Zé (João Maria Pinto) esteve na guerra colonial, mais propriamente em Moçambique, trazendo ainda hoje os traumas da experiência. Depois do regresso, aderiu ao Partido. Agora, já reformado, é acometido permanentemente por achaques e receios de cancro, que já dizimou um dos pulmões. A vida não lhe correu muito bem, resume. A mulher, Rosa (Luísa Salgueiro), secretária numa escola secundária, vive entre apoiar o Zé e os filhos, tendo ainda que dar conta da sogra Isaura, com quem não se relaciona nada bem. Os filhos são Ricardo (Bruno Simões), que trabalha num banco e é o principal sustentáculo da família, e Rui (Carlos Malvarez), ainda adolescente a acabar o ensino secundário e a pensar em entrar como voluntário para as forças armadas, a que o pai se opõe veementemente.
Uma família portuguesa, de Filomena Oliveira e Miguel Real, mostra uma família a caminho da desestruturação, dadas as dificuldades diárias: a falta de dinheiro, a doença, a desesperança, os pequenos problemas tornados quase impossíveis de resolução. Parece haver uma predisposição inconsciente que marca a vida da família, um destino e um percurso indestrutíveis e sem alternativa [imagem ao lado fornecida pela produção da peça].
A encenação de Cristina Carvalhal é um frenesim do começo ao fim, deixando quase sem respirar os espectadores (além dos actores, claro), entre o coro grego inicial e o teatro de acção, uma espécie de bailado ao largo do palco com exercícios de equilíbrio em cima de móveis ou na cama, além do musical. Gostei do movimento mas também apreciei os silêncios, o centrar da história num dos lados do palco, com temas mais intimistas e introspectivos. Por seu lado, o cenário da arquitecta Ana Vaz vai ao encontro do texto de José Gil, publicado no catálogo da peça: Portugal releva o pequeno, o pequenino, os múltiplos bibelots e fotografias e objectos que enchem uma casa. O lar é um amontoado de coisas que quase obnubilam o pensamento e o diálogo entre as pessoas. As coisas estão acima das pessoas. Daí o movimento quase permanente de mudar os objectos para que as personagens se sentem ou andem de um lado para o outro.
A peça foi premiada pela Sociedade Portuguesa de Autores em 2008. Agora em cena no Teatro Aberto compreendem-se as razões. Mas não projecta um futuro optimista, desanuviador. Afinal: o que foram as guerras coloniais? E a entrada dos partidos políticos no quotidiano das famílias? Como se comporta uma família portuguesa nas relações entre os seus elementos?
Ontem, foi Dia Mundial do Teatro e, antes da peça, foi lida uma mensagem da Sociedade Portuguesa de Autores, assinada pelo actor Rui Mendes.
SECOND EUROPEAN FORUM ON CULTURAL INDUSTRIES
- Barcelona to host Second European Forum on Cultural Industries over two days (29 and 30 March) as prologue to Informal Meeting of Ministers of Culture on 31 March More than 500 representatives of European culture seek new strategies to boost the sector.
The main point of interest during the first day of the event will be the unveiling of the preliminary version of the Green paper on cultural and creative industries, produced by the European Commission on the basis of prior discussions between the cultural industries platform and the ad hoc governmental working party. The data and statistics in this report are highly revealing, since they provide a real map of European culture and its habits and trends.
The work agenda planned for Monday 29 March will also involve making progress on and looking in greater depth at the five areas for discussion to be covered during this event: (1) the financing of cultural industries (financial intervention mechanisms, SME sustainability, etc.), (2) raising professional standards in cultural industries (new skills arising from the move to digitisation, mobility of talent, etc.), (3) internationalisation of cultural products (local production in global markets, internationalisation and cooperation strategies, etc.), (4) intellectual property and copyright management, (5) regional and local development (culture and regional development, European programmes for local and regional development).
PEDRO OLIVER
Expõe Kallabash, Les Paradis Artificiels na galeria “Por Amor à Arte Galeria” (rua Miguel Bombarda, 572, Porto), até 10 de Abril.
Nas lendas africanas, Kallabash é usado como equivalente ao mundo e à terra onde convivem as sociedades. A obra de Oliver fala-nos do respeito pela terra, dos valores da sociedade e da cultura. Os paraísos artificiais, que lembram Baudelaire, são impossíveis por si só mas procuram uma fórmula para completar uma falha ou gosto ou necessidade ou respeito.
INDIELISBOA
Leio no Público que o IndieLisboa deste ano é aquele em que há mais cinema português. Apesar da crise, e do manifesto assinado por cineastas e produtores muito recentemente, o facto de João Salaviza ter ganho o prémio do ano passado – e logo a seguir a Palma de Ouro em Cannes – pode ter sido um grande impulso, como o fora a presença de Edgar Pêra na edição de 2006.
O IndieLisboa vai decorrer de 22 de Abril a 2 de Maio. Retiro do Público os nomes dos filmes de competição: Fantasia Lusitana, de João Canijo (olhar sobre Portugal a partir de material de arquivo), Pelas sombras, de Catarina Mourão (documentário sobre a artista plástica Lourdes Castro), Traces of a diary, de Marco Martins e André Príncipe, Sem companhia além do medo, de João Trabulo (prisão masculina de Penafiel), e Guerra civil, de Pedro Caldas. Há também 14 curtas.
UMA FAMÍLIA PORTUGUESA
MILLY POSSOZ
Milly (Emília) Possoz (1888-1968) integrou o primeiro modernismo português e é autora de uma vasta obra de ilustração, desenho, gravura e pintura. Nas décadas de 1920 e 1930, dedicou-se nomeadamente à ilustração na imprensa e participou em salões independentes e nas exposições da SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes). De ascendência belga, fez parte da sua formação artística em Paris, Bruxelas e Düsseldorf. A sua obra, agora patente na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, mostra uma artista de grande sensibilidade e fineza nos seus traços, quando observa momentos populares ou urbanos. Parte significativa da sua obra pertence à Gulbenkian e ao grupo hoteleiro Tivoli. A feliz imagem do cartaz reproduz uma fotografia com a artista em Paris em 1924, acompanhada do seu gato Fuji. Quando andei na escola primária, não imaginei que as ilustrações dela estivessem num livro que acompanhei durante o ano inteiro, o livro da segunda classe.
LIPOVETSKY EM LISBOA
O autor de A era do vazio, O império do efémero, A felicidade paradoxal e A cultura-mundo, entre outros livros, deu hoje de manhã uma conferência na Universidade Católica Portuguesa, com o título A Cultura Planetária na Era Hipermoderna. Carlos Capucho, docente daquela universidade, foi o moderador da mesa. Lipovetsky (à esquerda na imagem) encontra-se em Portugal onde lançou o livro O ecrã global, escrito em parceria com o crítico de cinema Jean Serroy (Edições 70) [em baixo, capas de alguns dos livros já editados em Portugal].
CARTAS DO JAPÃO IV – GASTRONOMIA
[textos e imagens de Rita Botelho]
A comida japonesa e a forma como é confeccionada e apresentada é muito peculiar e diversificada. Nestas imagens mostro quatro situações distintas.
No Japão, os menus são quase sempre apresentados nas montras com modelos à escala real feitos em plástico ou cera. Esta é talvez uma forma rápida e eficaz de cativar o cliente e de comunicar de forma universal o menu. Confesso que é uma ideia brilhante, pois são raros os menus traduzidos no Japão e é um pecado viajar no Japão e não saber o que poder comer nos várias restaurantes. Os modelos de plástico nas montras podem também ter o efeito contrário quando os donos dos restaurantes se esquecem de limpar o pó aos noodles e ao sushi.
Em Portugal as provas de vinho são comuns mas no Japão são as provas de sake que têm mais popularidade. A fotografia foi tirada num estabelecimento da especialidade em Fushimi (zona a sul de Kyoto conhecida pela produção de sake) onde existem centenas de variedades de sake. Cada prova inclui três tipos de sake que são acompanhados com um cubo de tofu fresco e pickles de Kyoto.
Restaurante típico japonês em que o cliente se senta ao balcão de madeira e o chefe prepara os pratos à vista. É uma experiência fantástica observar a habilidade de um chefe japonês a manusear as facas e a velocidade e perícia como trata o peixe fresco. Há pratos que quase saem directamente do aquário para a mesa… mais fresco não há.
Fotografia tirada em Kurama, a norte de Kyoto, uma zona especialmente popular durante o Verão pela natureza luxuriante e o rio refrescante. Ao longo do rio, vários restaurantes montam plataformas de madeira onde os clientes podem comer ao som da água fresca a correr. Passar uma tarde quente de Verão num destes restaurantes é uma experiência única.
Observação: foram publicadas outras Cartas do Japão, com textos e imagens de Rita Botelho, nos dias 23 de Fevereiro, 6 e 14 de Março de 2010. Do novo, os meus agradecimentos por ela ter permitido que publicasse no blogue as suas impressões daquele país.
GRUPO LENA: CONTINUA OU SAI DOS MEDIA?
- “O grupo Lena está a repensar a sua estratégia na área da comunicação social, admitindo fazer crescer a sua subholding Lena Comunicação através da aquisição de novos projectos e constituição de parcerias ou vir a sair do sector da comunicação social, alienando este activo que tem a maior rede de jornais regionais do país e o diário nacional i“, lê-se no documento. O grupo Lena refere ainda que esta decisão está a ser “analisada pela administração e accionistas, no quadro de vários cenários de reestruturação do próprio portfólio de empresas e áreas de negócio”, adiantando que “existem vários cenários quer para o reforço quer para a alienação da área da comunicação social, envolvendo grupos nacionais e estrangeiros” (Público).
A notícia indica que tanto pode haver sim como haver não, o que é uma fórmula de difícil compreensão para um leitor. A haver alienação, isso significa que o negócio do grupo Lena está a ter problemas. O que é péssimo, num dia em que a Impala, grupo de Jacques Rodrigues, suspendeu a publicação das revistas Crescer e Boa Forma, atingindo 49 trabalhadores.
100 ANOS DE IMPRENSA NA BATALHA
Na exposição 1909-2009 – 100 Anos de Imprensa no Concelho da Batalha, podem ver-se as capas dos primeiros números de jornais ao longo de um século como Batalha Nova, A Voz do Lena, Jornal da Golpilheira e Jornal da Batalha, este a celebrar o seu vigésimo aniversário. Há também máquinas fotográficas e de escrever antigas, para além de uma breve cronologia com os principais momentos da história do jornalismo, contributos para a compreensão da história local. Local do evento: Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque (Batalha, mesmo ao lado do mosteiro), patente até 28 de Março, das 14:00 às 17:30.
[obrigado a Francisco Vicente pela informação]
HOMENAGEM A HORÁCIO ARAÚJO
Recordara-o aqui, aquando da sua morte, em 8 de Junho de 2008. Hoje, ao fim da tarde, a Faculdade de Ciências Humanas da UCP prestou-lhe uma homenagem com o lançamento do livro Partíamos como se não fôssemos, com 44 textos (ensaios, memórias) sobre Horácio Araújo, durante muitos anos o coordenador do curso de Comunicação Social e Cultural daquela Faculdade.


































