Arquivo para ‘Livro’

26 Abril 2011

FEIRA DO LIVRO

A Feira do Livro, que se aproxima, vai ter três gigantes: Leya, Porto Editora e Babel. Com praças e não apenas stands (Sábado, 23 de Abril).

21 Abril 2011

BERTRAND DO CHIADO – A MAIS ANTIGA LIVRARIA EM ACTIVIDADE

“Desde que abriu em 1732, a Livraria Bertrand do Chiado nunca deixou de funcionar. É por isso que entrou para o Guiness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade” (Público).

26 Março 2011

>LIVROS PRINT ON DEMAND

>A Várzea da Rainha é uma empresa de apoio à edição que trabalha com o conceito de produção/impressão digital, Print on Demand (POD), em que as cópias de um livro são efectuadas a partir de um pedido online. Zita Seabra diz que, assim, é possível obter uma pequena tiragem mesmo inferior a quantidades que as gráficas recusam, sem stocks de livros e  a preços competitivos (indicados no sítio da editora).

23 Março 2011

>LANÇAMENTO DE LIVRO DE MARGARIDA BOTELHO DIA 27 DE MARÇO

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17 Março 2011

>REABERTURA DE LIVRARIA EM LISBOA

>Em plena baixa de Lisboa, a livraria Rodrigues – fundada em 1863 e considerada a segunda mais antiga da cidade – reabriu com uma oferta inovadora e apelativa, preenchida com promoções, livros esgotados e outras raridades. Fica na rua do Ouro, 188, em Lisboa. Saber mais aqui.

5 Fevereiro 2011

>ENCERRAMENTO DA MAIOR DISTRIBUIDORA DE LIVROS DO CANADÁ

>No dia em que o Canadá indicava que as taxas de falência tinham reduzido bastante, Harold Fenn anunciou o fracasso do outrora próspero negócio de família, a H.B. Fenn, a maior distribuidora independente de livros daquele país localizada em Bolton, no Estado de Ontário. 125 empregados ficam no desemprego. Esta decisão segue-se ao encerramento em Janeiro da editora do grupo, a Key Porter, e da bancarrota da distribuidora DB Media em Dezembro. Um especialista do sector disse que se vive actualmente com a mais pequena das margens de lucro de sempre, o que leva as empresas à sua destruição ao mais frágil problema que surja (The Globe and Mail).

30 Novembro 2010

JACQUELINE ARONIS

Lançamento do livro Matéria Gráfica Ideia e Imagem de Jacqueline Aronis, no dia 9 de Dezembro, às 19:30, na Casa das Rosas, Av. Paulista, 37, São Paulo, Brasil.

17 Novembro 2010

LIVRARIA LELLO (PORTO)

“A livraria centenária portuense Lello foi classificada pela Lonely Planet como a terceira melhor do mundo, no guia que esta editora fundada na Austrália acaba de lançar para o próximo ano” (Público).

29 Setembro 2010

EDIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE LIVROS EM PORTUGAL: EMPRESAS, VOLUME DE NEGÓCIOS E EMPREGO (2000-2008)

A Edição e Comercialização de Livros em Portugal: Empresas, Volume de negócios e Emprego (2000-2008), de José Soares Neves e Jorge Alves dos Santos, é um documento electrónico disponível no endereço Observatório de Actividades Culturais (OAC), agora divulgado e onde se aborda a edição e a comercialização de livros em quatro dimensões: número de empresas, volume de negócios, valor acrescentado bruto (VAB) e pessoal ao serviço [tínhamos aqui, em 26 de Janeiro de 2008, feito a divulgação dos primeiros dados do trabalho agora publicitado]. Os dados são apresentados por totais, por escalão de pessoal e por região (NUTS II), variáveis utilizadas pelo INE. As unidades em análise são as empresas cuja actividade económica principal é a edição de livros (edição) ou o comércio a retalho de livros (comercialização). Os indicadores foram construídos pelo OAC a partir dos dados disponibilizados pelo INE no seu portal e na publicação Estatísticas da Cultura 2008. Os períodos abrangidos são, para a edição de livros, 2000-2008 e, para o comércio a retalho de livros, 2004-2008. O projecto agora apresentado é o resultado do estudo concluído em 2009 com o Inquérito ao Sector do Livro que incluiu três fases: levantamento de fontes estatísticas e construção de indicadores; realização de entrevistas a diversos agentes do sector; e inquérito por questionário às empresas de edição e de comercialização de livros. Das conclusões retiro os seguintes dados:

  • o número de Empresas em análise mostra uma tendência de crescimento. Em 2008 são 415. A distribuição por escalão de pessoal confirma que a grande maioria, nove em cada 10, são pequenas e muito pequenas com até 9 pessoas ao serviço, o que aliás confirma uma das características das indústrias culturais. Em 2007 e 2008, já de acordo com a nova CAE, nenhuma empresa tem mais de 250 empregados. A estrutura regional mantém-se estável ao longo do período considerado. A maioria está localizada na região de Lisboa (66% em 2008), a que se segue a região Norte (21% nesse mesmo ano). As empresas da edição estão presentes nas restantes regiões, embora em pequenas percentagens. O Volume de negócios evidencia algumas oscilações ao longo da série. Em 2008 o valor é o mais elevado, perto de 404 milhões. Como termo de referência, anote-se que, nesse mesmo ano, o orçamento do Ministério da Cultura inscrito no Orçamento de Estado foi 245,5 milhões. A distribuição por escalão de pessoal, pese embora as limitações impostas pela aplicação das normas de segredo estatístico, mostra que mais de metade do volume de negócios total (63% em 2007, ano mais recente em que tal dado está disponível) se situa nas empresas que têm entre 50 e 249 pessoas ao serviço. A distribuição por região mostra que Lisboa e Norte concentram a parte substancial do volume de negócios. Em 2008 a soma da primeira (60%) com a segunda (34%) representa perto de 94%. Das restantes apenas a região Centro regista um valor com algum peso (6%).
23 Abril 2010

DIA MUNDIAL DO LIVRO

O Diário de Notícias de hoje dedica três páginas ao Dia Mundial do Livro, focando os dez anos de existência de livros electrónicos no país.

Lê-se no começo do trabalho de Pedro Fonseca: “Mais de dez anos após o lançamento dos primeiros livros electrónicos em Portugal, é hoje lançada a primeira associação entre um fabricante de leitores de livros electrónicos (e-reader) e uma editora nacional. A Samsung revela o seu E60 (disponível em Junho) e a parceria com a Babel para disponibilizar conteúdos multimedia para esses dispositivos”.

José Afonso Furtado, especialista em livros electrónicos, tema sobre o qual tem escrito muito, aparece no jornal a dizer o que pensa sobre os novos livros. Para ele, “A tendência é para a compra de fragmentos de informação. Os utilizadores querem apenas a informação de que necessitam, numa filosofia de acesso cada vez mais rápido e permanente e de qualquer local”.

12 Abril 2010

CRUZAMENTO DE TEATRO, CINEMA E MEIOS DIGITAIS

Em Abril de 2009, a Universidade do Algarve organizou o I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes no âmbito das actividades do CIAC (Centro de Investigação em Artes e Comunicação). O objectivo era cruzar diferentes formas de expressão artística e comunicacional, casos do teatro, do cinema e dos novos ambientes digitais. O livro nasceu dessa realização.

A organizadora da obra é Gabriela Borges, docente daquela universidade. O livro inicia uma nova colecção, fruto da colaboração do CIAC com a editora Gradiva, sendo Mirian Tavares, docente da Universidade do Algarve, a sua coordenadora. Como indiquei acima, os textos abordam o teatro (António Branco, David Antunes, José Simões de Almeida Junior, José Paulo Pereira), cinema (Mirian Tavares, Rosana Soares, Hudson Moura), autoria (Ana Isabel Soares, Josette Monzani, Gabriela Borges) e meios digitais (Erik Felinto, Bruno Silva, Nelson Zagalo).

Leitura: Gabriela Borges (org.) (2010). Nas margens. Ensaios sobre teatro, cinema e meios digitais. Lisboa: Gradiva, 214 p., 14 €

25 Maio 2009

ESPAÇOS PERDIDOS – COIMBRA


Livro coordenado por João Figueira, com textos dos jornalistas Álvaro Vieira, Graça Barbosa Ribeiro, João Mesquita (já desaparecido), Júlio Roldão, Lídia Pereira, Marco Carvalho e Paula Carmo. Apresentação feita pelo professor Henrique Fernandes Tomás Veiga e com alguns dos autores do livro.

A sessão realiza-se às 18:30 do dia 27 de Maio no Palácio da Bolsa (rua Ferreira Borges, Porto).

21 Maio 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO DE GUSTAVO CARDOSO, RITA ESPANHA E VERA ARAÚJO


Desejo um bom lançamento do livro. Por motivos profissionais, não me poderei juntar à festa, amanhã na livraria Ferin, em Lisboa. Mas prometo ler rapidamente o livro.

10 Março 2009

LIVRO SOBRE AS CAPAS DA REVISTA ELLE

Na newsletter de hoje da Meios & Publicidade, referência ao livro de Helena Cordeiro a ser lançado na próxima semana. Título da obra: O Papel Principal.

21 Fevereiro 2009

CRISE NA INDÚSTRIA LIVREIRA

O Expresso de hoje dedica uma página a falar da crise nas editoras (texto de Carla Tomás). Há uma quebra desde finais de 2008, acompanhando a situação geral. Uma das editoras entrevistadas pelo jornal fala de uma redução de 20% face a 2007. Outra editora diz que há livreiros que não pagam aos distribuidores e estes às editoras, varrendo toda a cadeia de valor.

Mas há dados contraditórios. Um estudo de mercado feito pela GKF, e citado na mesma notícia, diz que se venderam 13,7 milhões de livros o ano passado, um aumento de 1% relativamente a 2007, sem contar com os livros escolares e a que correspondem €157 mihões. Por ano, são lançados no país 12 a 14 mil títulos (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros), quando em 2005 eram 10 mil (Observatório de Actividades Culturais).

O Público, por seu lado, dá conta da má situação da editora Campo das Letras. Citando Jorge Araújo, que detém 51% das acções da empresa, a editora pode desaparecer até ao final do mês, se não aparecer um investidor com um milhão de euros. Às quebras de vendas juntou-se a falência da ECL (Empresa de Comércio Livre), uma distribuidora de livros. A Campo das Letras tem 17 empregados, 1407 títulos e representa 536 autores portugueses (entre os quais me incluo) e 318 estrangeiros.

11 Novembro 2008

SOBRE LIVROS


Jorge Manuel Martins, cujo livro Profissões do livro. Editores e gráficos, críticos e livreiros (2005) comentei
aqui e aqui, publicou uma separata ao mesmo livro, editada pelo Centro de Línguas e Culturas, da Universidade de Aveiro, com o título Livros: difícil é vendê-los (2007).

Neste trabalho de 20 páginas, o autor propõe-se abandonar a teoria da cadeia de valor (diferentes etapas na produção de um bem, estruturadas segundo saberes e profissões diferentes e que introduzem valor económico em cada uma delas) e falar da rede social do livro. Para compreender a rede social do livro, Jorge Manuel Martins diz que “cada um dos mediadores do livro «interpreta e filtra, selecciona e produz sentido, contribuindo com a sua própria marca, ou com o seu capital simbólico socialmente reconhecido, para transformar um produto base num valor acrescentado e num pacote de benefícios» e que, na nova rede do livro, cruzam-se agora vidas tão especializadas quanto convergentes, sem actores principais nem secundários, em equilíbrio culturalmente desafiante” (p. 43).

Na página seguinte do texto, o autor apresenta um quadro de oferta (produção, difusão) e procura (organizações, indivíduos).

Destaco ainda no trabalho de Jorge Manuel Martins aquilo a que chama de auxiliares de diagnóstico, em que apresenta as fontes de análise dos actores sociais da difusão do livro (pp. 51-57). Um dos elementos que igualmente destaco é a observância de algumas tendências: concentração versus excesso de produto, prioridade aos best-sellers versus ausência de livros de fundo, novos consumidores, aumento das devoluções e descontos crescentes, e proliferação de feiras e saldos enquanto diminuem as livrarias tradicionais e se disputa o espaço nas lojas.

31 Outubro 2008

APRESENTAÇÃO DE LIVRO


No domingo, dia 2 de Novembro, pelas 17:00, Sara Figueiredo Costa, do blogue Cadeirão Voltaire, estará na FNAC do Chiado para apresentar O Livro Inclinado, de Peter Newell (ver aqui). Elsa Serra vai contar a história a quem estiver presente.


Já agora: leiam o blogue da
Sara.

10 Setembro 2008

OS MEUS LIVROS


O grande destaque da edição de Setembro de Os Meus Livros é o que lêem as crianças. Isto porque mais de um quarto dos livros que se vendem em Portugal são destinados a crianças e jovens e porque começa agora o novo ano lectivo.

Para além dos temas já habituais, os livros debruçam-se sobre cidadania, ecologia, modelos familiares e morte. O destaque ainda cobre os principais autores de livros infantis e juvenis, como Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, José Jorge Letria, Luísa Ducla Soares, Alice Vieira e António Torrado.

Por mim, realço a entrevista dada por Miguel Martí, director da Bertrand em Portugal. E retiro uma frase dessa entrevista, onde defende o produto livro face ao digital:

  • “«Levaria um kindle para a praia»? A maioria responde que não. A segunda questão é «que percentagem de livros é comprada para oferecer»? Você ofereceria um download à sua mãe? Não”!
27 Julho 2008

ARTIGOS SOBRE LIVROS


Da leitura de jornais neste fim-de-semana, encontrei vários sobre livros, mostrando aspectos sociológicos e tecnológicos.

O primeiro que quero destacar é o saído no Expresso de ontem e assinado por Luís M. Faria. O ponto de partida do artigo é o reconhecimento que a “leitura é uma das maiores conquistas da Humanidade e também uma das mais estáveis”. Se a leitura nos últimos séculos tem estado assente no papel, a tecnologia de tinta electrónica parece estar a abrir um caminho diferente. O Sony Reader em 2006 e o Kindle mais recentemente representam a ponta tecnológica dessa mudança. Escreve Faria, seguindo Jeff Bezos, da Amazon, que música, cinema e leitura curta se renderam já ao digital, o que acabará por acontecer ao livro, ainda em tecnologia analógica. Um dos sucessos da tecnologia de tinta digital é que o aparelho não precisa de luz por detrás do texto, o que permite economizar energia. Isto além de poder armazenar muitos livros numa só memória e possibilitar a pesquisa por palavras – como se faz num texto em Word.

Já o texto de Isabel Coutinho, ontem no Público, fala igualmente de tecnologia, mas opõe o mesmo Kindle ao iPhone. Nos textos mais recentes da jornalista, é óbvia a simpatia que ela nutre por este segundo aparelho. E, na presente peça, argumenta ainda mais razões: o Kindle tem imagem a preto e branco, não é táctil, não tem o telefone do iPhone (e outras potencialidades como o tipo de programas, que incluem o PowerPoint e o Word) e será substituído por um novo modelo com ecrã maior. Mesmo que a Amazon, a detentora do Kindle, queira entrar no mercado do livro escolar, que vale nos Estados Unidos mais de cinco mil milhões de dólares.

Quanto ao texto do Público de hoje, assinado por Sudarsan Raghavan, o livro é apresentado como meio de cultura e de resistência política e cultural. A reportagem fala de uma livraria de Bagdad, de Nabil al-Hayawi. De sessenta anos, dirige a Renaissance, livraria que o seu pai abriu em 1957 na rua Mutanabi. Diz o texto que a livraria, após a invasão americana, expôs textos religiosos xiitas, literatura sunita wahhabi extremista e revistas ocidentais com mulheres pouco vestidas. Com o aumento da expressão religiosa extremista, a livraria passou a vender unicamente textos religiosos xiitas, o Corão e dicionários de inglês. No ano passado, al-Hayawi seria vítima da explosão de um carro armadilhado mesmo em frente à livraria, que lhe matou o seu único filho e quase também o matou, tendo de fazer várias operações e movimentando-se agora com muita dificuldade. Esta parte do texto é muito pungente, e igualmente a imagem do velho livreiro. Mas diz ele: “O Iraque é a minha alma. Eu vou e venho. Mas nunca partirei”.

Isto é: enquanto as peças noticiosas que se referem à indústria do livro nos Estados Unidos dão um destaque inaudito à tecnologia e à desejada rápida substituição do livro em papel, a reportagem sobre a livraria de Bagdad mostra o livro como meio de conhecimento e tolerância, como objecto de cultura e património da humanidade. Aparentemente, temos aqui um movimento a duas velocidades. Ou mesmo dois mundos. Qual deles vai persistir? Qual o de maior valor simbólico? Ou: será que o livro digital manterá o espírito de cultura e de resistência, guardado em espaços onde as pessoas se encontram (ao sábado na livraria iraquiana, a qualquer dia nas nossas livrarias) e discutem, formando um dos meios mais importantes do espaço público moderno?

27 Julho 2008

PÓS-GRADUAÇÕES EM EDIÇÃO E EM LIVRO INFANTIL


Curiosamente, os meus colegas da Universidade Católica apostam em pós-graduações em Edição e em Livro Infantil (a partir de anúncio publicado ontem no Expresso). Gosto desta tenacidade analógica. Parabéns.

21 Julho 2008

LIVRO DIGITAL


No dia 6 deste mês, o New York Times publicava um texto sobre o papiro electrónico, um leitor electrónico de livros holandês, o Readius.


O vídeo seguinte tem cerca de um ano, pelo que pude apurar. Mas dá para prever o futuro do leitor electrónico de livros, para além do Kindle.


15 Julho 2008

SÍTIO SOBRE LIVROS


Para quem gosta de acompanhar a indústria e a cultura do livro, recomendo o sítio Tökland, revista audiovisual de fomento à leitura. Os animadores são Txetxu Barandiarán, de Bilbau e com quem me cruzei há anos na Galiza, e Pablo Odell e Joan Odell, ambos de Barcelona. Provêem do mundo do papel e da imagem, mas foi a internet que os uniu.

13 Julho 2008

NOTÍCIAS SOBRE LIVROS


Da leitura dos jornais de ontem, encontrei duas referências à indústria dos livros.

A primeira veio no Público, onde a propósito do iPhone Isabel Coutinho escreve que uma das razões que a vai levar a comprar um aparelho daqueles é para ler livros. Acrescenta que ficou convencida desde que viu o aparelho da Apple na Book Expo America há pouco tempo: “As páginas do livro são folheadas com toques de dedo para a esquerda e para a direita e é possível fazer pesquisa de palavras no texto”. Além de que a Adobe está a trabalhar para a Apple iPhone, o que significa num futuro próximo ler o formato .epub nesses aparelhos. O tamanho da letra não se altera com a dimensão do ecrã onde se está a ler.

A segunda veio no Expresso, onde António Lobato Faria, administrador da editora Oficina do Livro, agora integrada no grupo LeYa, diz que uma editora só existe enquanto projecto empresarial: “uma actividade económica normal em que a comunicação e o marketing são elementos tão indispensáveis como a distribuição”. Mas acredita igualmente na paixão do (pelo) livro.

3 Julho 2008

SE NÃO ESTÁ NA INTERNET NÃO EXISTE

  • Nos anos mais recentes, dei-me conta de uma tendência – em vez de ter uma lista de livros citados, comecei a ter trabalhos [de alunos] citando listas contendo apenas um número de endereços URL de páginas de internet supostamente sem autor. Claro que as páginas tinham realmente autor, e alguns autores estavam indicados no fim da página, mas poderia haver um problema de correr todo o texto até ao fim da página, em especial depois de se ter tirado um bocadinho de informação nas primeiras linhas do início da página. Assim, os estudantes conceberam aquelas páginas como vindas simplesmente do éter da internet, como maná vindo do céu. E, uma vez que tinham procurado em seis sítios, declaravam a pesquisa concluída. Em nenhum momento se tinham aventurado a procurar na biblioteca ou sujado as mãos tocando aqueles documentos arcaicos a que os professores dinossáuricos chamavam “livros”.

    Por isso, mudei a minha avaliação. Aos estudantes exige-se agora que usem pelo menos três livros e cinco artigos de jornais [científicos] que sejam relevantes para os seus trabalhos. A eles exige-se que tragam os livros e os artigos para a aula numa espécie de mostra e fala sobre eles. Eu exijo que eles demonstrem fisicamente o que fizeram na biblioteca e porque trouxeram os livros. Não os posso forçar a ler os livros, mas tendo o trabalho de os requisitar na biblioteca e atravessar o campus, julgo que há a possibilidade de, enquanto navegam na internet, abrirem um ou dois livros, com a consciência de que fizeram alguma coisa.

Extracto retirado de: Mark Perlman (2006). “If it isn’t on the Internet, it doesn’t exist. How the new generations view books as archaic relics”. In Bill Cope e Angus Phillips (ed.) The Future of the Book in the Digital Ages. Oxford: Chandos Publishing, pp. 20-21. Mark Perlman é professor do departamento de Filosofia e Estudos Religiosos da Western Oregon University (Estados Unidos).

2 Julho 2008

VIDA OU MORTE DO LIVRO?

Fiquei a pensar quando li o seguinte em A Photo Editor, de Rob Haggart (mensagem de ontem):

  • Penso que li o suficiente nas revistas sobre o kindle [aparelho electrónico de ler livros], no mês passado, para perceber que numa economia periclitante, com preços de petróleo a subir e uma mudança fundamental no modo como interagimos com o texto, se aproxima a morte do livro em papel. De todo o modo, parece começar a ser ridículo que aqueles livros que deitamos fora (eu não sei o número de livros vendidos mas devem aproximar-se dos 70% não vendidos, a exemplo das revistas, o que dá toneladas de lixo) ou guardá-los em armazéns ou nas nossas prateleiras acumulando pó (tradução minha).

Será que Jeff Gomez, como escrevi anteontem, tem razão? Ou é mais defensável a atitude de John B. Thompson – de maior abrangência, porque há mais produtos além do livro -, como escrevi ontem?

Obrigado a Carlos Filipe Maia, por me ter dado a conhecer o blogue acima identificado e a consequente posição sobre o livro.

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