Professor Associado na Universidade Católica Portuguesa. Possui 11 livros publicados e 13 capítulos de livros. Livros mais recentes: "Do jornalismo aos media. Estudos sobre a realidade portuguesa" (2010) e "Indústrias culturais. Imagens, valores e consumos" (2007).
Na "Dialética do Esclarecimento", Adorno e Horkheimer desenvolvem uma análise das ligações entre anti-semitismo, paranóia das massas, ilusões projectivas e homossexualidade, que ajudam a explicar a “mentalidade dos rótulos” da era pós-guerra. A secção teórica daquele livro, “Elementos de anti-semitismo”, foi escrita com a ajuda de Leo Lowenthal.
Para Adorno, o dadaísmo e o surrealismo não tiveram as consequências libertadoras esperadas. A nova sujeição da arte ao mundo das mercadorias e ao papel de porta-voz da ideologia dominante constituem escravidão idêntica ao antigo jugo teológico ("Teoria Estética", p. 284). O único movimento moderno que contou com toda a simpatia de Adorno foi o expressionismo (Jay, 1984: 130), corrente poderosa na Alemanha e na Áustria da sua juventude. Embora não se tenha envolvido tanto como Bloch, que manteve um debate com Lukács sobre as implicações do expressionismo nos anos 30, Adorno defendeu o mesmo modelo. Horkheimer assumiu posição semelhante.
Jay (1984: 155) detecta quatro pontos fundamentais na teoria da arte em Adorno: 1) momento mimético na arte e relação com a beleza natural, 2) desestatização da arte e relação com a modernidade, 3) ideia da experiência estética e relação com a teoria, e 4) conteúdo real da arte e relação com a autonomia. Para Adorno, há duas possibilidades de mimese: imitação da realidade social corrente e realidade natural transformada pelo social (Jay, 1984: 156).
Contrariamente a Adorno e Horkheimer, para quem a indústria cultural e a produção de bens culturais constituem uma esfera da reificação total, Benjamin – que ignorava os trabalhos que deram origem à "Dialética do Esclarecimento" – escrevia sobre a função dos meios de reprodução mecanizados aplicados ao domínio da arte: fotografia, cinema. Como indica Jimenez (1983: 88), Benjamin, ausente do discurso de uma só forma de falar em arte e estética, interrogou-se acerca de outros discursos, sistemas, teorias e doutrinas, críticas ou não, inseridas no mecanismo de reprodução e acumulação culturais, mecanismo de produção e difusão de um saber estético.
Durante mais de dois séculos, a estética fora "positiva", talvez porque os estetas não tivessem ainda dispositivos críticos elaborados para questionar a coerência do sistema. Para Marc Jimenez (1983: 89), e para além de "positiva", a estética e a filosofia eram de ordem "afirmativa": "positiva" porque pretendia um saber cuja matriz se traçava com a ajuda de conceitos; "afirmativa" porque participava no desenvolvimento e expansão da cultura.
A produção industrial dos bens culturais, na sociedade moderna, aparece como uma confirmação definitiva da crise de autonomia burguesa da arte, continua Jimenez (1983: 185). A "Dialética do Esclarecimento" antecipa as aporias da "Teoria Estética" (1970): a ideia de uma obra de arte avançada cujo carácter dependia da evolução das forças produtivas técnicas entra em contradição com a concepção da racionalidade como geradora da reificação e do domínio.
Nostalgia, recordação da natureza, imagens idílicas de um passado acabado dificilmente rompem a máscara cínica da dominação. A industrialização da arte e da cultura testemunha a crise da autonomia burguesa e da "regressão" irreversível da "razão na ideologia" ("Dialética do Esclarecimento", p. 19).
HISTÓRIA DO BLOGUE (2003-2011)
O blogue Indústrias Culturais (http://industrias-culturais.blogspot.com/) publicou seis mil e quatrocentos textos entre 17 de Março de 2003 e Outubro de 2010, quando atingiu 1,2 milhões de visitantes únicos. O Indústrias foi usado como plataforma de apoio a aulas sobre indústrias culturais (2003-2005), os principais textos transformaram-se em livro (2007), serviu para tema em duas conferências do autor em Santiago de Compostela (2005) e Brasília (2008) e foi núcleo central na organização de encontro universitário de blogues em Lisboa (2008). Tem sido ainda espaço experimental para colocar imagens feitas pelo autor (fotografias e pequenos vídeos), sem deixar de ser amador. Do mesmo modo, o template do blogue foi sendo alterado ao longo do tempo, conforme se vê nas imagens seguintes.
De Outubro de 2006 a Junho de 2010 manteve como imagem do frontispício a fotografia de Maria Arliette Moreira, pequena cantora da Rádio Peninsular (começos da década de 1930). Voltei à imagem da pequena cantora em 15.10.2010, com design de José Nunes (imagem em baixo).
Temas mais acarinhados têm sido a moda (vestuário, sapatos), as lojas, a música, os museus (fado, arte popular, rádio), o cinema e os jornais (incentivando a sua leitura), os públicos da cultura, intentando escrever mais sobre eles mas faltando tempo para aprofundar tantas matérias (alguns livros comprados estão ainda à espera de ser abertos). O autor agradece a todos os que o têm lido e dado contributos ao longo dos anos.
LIVRO
Do jornalismo aos media. Estudos sobre a realidade portuguesa (2010), publicado pela Universidade Católica Editora em nova colecção, com os apoios do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da UCP e da Fundação para a Ciência e para a Tecnologia (279 páginas). Lê-se na contracapa:
"O livro tem capítulos sobre história do jornalismo e dos media (imprensa, rádio e televisão) em Portugal, digitalização e novos media (edição, blogues e videojogos). Destaques para a análise do jornalismo na passagem do século XIX para o XX, sobretudo do percurso profissional de vários jornalistas com notoriedade no panorama cultural da época, a história dos primeiros dez anos do canal televisivo SIC e a análise de congressos dos partidos políticos através das notícias da televisão. A história, a sociologia do jornalismo e a etnografia, com recurso a análise de conteúdo e observação participante, foram as ciências convocadas para estes textos. Outros capítulos reflectem a investigação do autor sobre tendências e mutações dos media nacionais nos últimos 35 anos".
A APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos) já editou o número 2 da sua revista trimestral dedicada ao cinema e ao teatro (ver aqui).
O tema do número é Empresas de Guionistas, onde se destacam os seguintes textos: entrevistas a Nuno Artur Silva (Produções Fictícias), Adriano Luz (Casa da Criação) e Nuno Bernardo (beActive), directório com as principais empresas de conteúdos, conversa com Alexandre Valente sobre Second Life, dois artigos sobre Robert Mckee (seminário em Lisboa, por Manuel Pureza; livro Story, por Jorge Palinhos), artigo sobre Direitos de Autor e análise a filmes (Ricardo Oliveira e Maria João Cordeiro) e ópera (António Lourenço).
Excerto do editorial:
Os argumentistas nunca foram os mesmos, em Portugal, desde meados da décadade 90, quando um grupo de autores decidiu criar uma empresa que coordenassee tornasse viável a produção contínua de guiões. Nasciam as Produções Fictícias (PF). Foi a partir deste ponto de partida que procuramos ouvir alguns protagonistas de uma face mais empresariável dos argumentistas.
Conforme indicara abaixo, foi apresentado hoje O Papel Principal. Um estudo de caso. As capas da Elle de edição Portuguesa, de Helena Cordeiro (ed. Media XXI). Eu tive muito prazer em fazer a apresentação de um trabalho que foi inicialmente uma dissertação de mestrado que orientei. Além de mim, falou também o editor, Paulo Faustino – e a autora, obviamente.
Parte da minha apresentação do livro:
O livro de Helena Cordeiro é sobre a leitura e o consumo de uma revista feminina, a Elle em edição portuguesa. Começa com as seguintes perguntas, na página 21: as capas da Elle veiculam que informação? O que destacam? Que temas principais? E que lugar têm as revistas na vida quotidiana da mulher portuguesa? A estas perguntas inteligentes, a autora deu respostas concretas, como se lê ao longo do livro.
[...] O Papel Principal, o livro de Helena Cordeiro, não é herdeiro das polémicas em torno do Centre for Contemporary Cultural Studies de Birmingham, mas segue as linhas propostas pelas autoras acima indicadas, como se observa na bibliografia desta obra. No conjunto, Joke Hermes foi a investigadora que Helena Cordeiro seguiu de mais perto. Basta ver o modo como construiu o seu quinto capítulo. Escreve ela, na página 139: “as revistas femininas são tornadas importantes para os seus leitores através da construção de repertórios (fazendo referências a sistemas de significado subliminares) e, consequentemente, contabilizando visões estereotipadas das leitoras”.
Helena Cordeiro fez entrevistas em profundidade com dez mulheres leitoras das glossies, revistas de formato internacional, papel brilhante e preço elevado. Escolheu essas entrevistadas a partir de três variáveis: idade (25 a 40 anos), profissão, classe social/nível de vida (média, média alta). Obviamente, os resultados não são universais, mas representam aqueles estratos. A compreensão dos resultados só pode dar-se através da leitura da totalidade do capítulo. Mas fico-me com a observação que as revistas constituem uma “base de sustentação para os repertórios de conhecimento partilhado” (página 149).
Além do trabalho de inquérito, na sequência de trabalhos das autoras já identificadas, Helena Cordeiro fez análise de conteúdo às capas e às chamadas na capa. Usou, assim, uma segunda metodologia de investigação, elemento crucial em sociologia. Olhou e interpretou as capas da Elle durante dezassete anos, onde sempre apareceram mulheres bonitas, elegantes e jovens, num evidente estereótipo da realidade. É que as mulheres com que nos cruzamos todos os dias podem não corresponder a esse perfil físico sem deixarem de ser encantadoras. As capas são também do domínio da moda e dos conselhos físicos e higiénicos. Helena Cordeiro conclui com outro tipo: a revista ajuda a alimentar o mito da mulher bela que atingiu a igualdade e a liberdade. Na Elle – e mais noutras revistas –, encontramos mensagens fortes e apelativas da sexualidade. Destaque para outra conclusão: a importância da expectativa confirmada – quando se compra uma revista feminina, sabe-se à partida o que se vai encontrar (página 154). O mesmo se poderia dizer das revistas masculinas, de desportos motorizados, de artes e leilões.
[...] No começo do livro, Helena Cordeiro apresenta o editorial da primeira edição portuguesa da Elle, de autoria de uma jornalista entretanto desaparecida, Tereza Coelho. Escreveu ela que a Elle “Surgira em França depois da guerra, em Novembro de 1945, pelo entusiasmo e intuição de Hélène Lazareff (o marido, Pierre Lazareff, dirigia nesses tempos o France-Soir). Duas ideias básicas: surpreender a transformação quotidiana do mundo na viragem do século, afirmar a imagem de juventude que domina, cada vez mais, essa transformação” (página 19). Quotidiano em transformação e juventude são palavras chave da revista, então como hoje.
A estrutura da obra de Helena Cordeiro assenta em três partes, a primeira das quais fala da representação da mulher na imprensa do género, a segunda da revista feminina e a terceira do corpus da revista analisada, a Elle. Fico-me na segunda parte, capítulo três, no qual a autora divide em uso quotidiano dos media, leitura das glossies, tipologias e significados dados às revistas, importância das revistas femininas no quotidiano da mulher e construção de novas realidades.
Um take da Lusa veiculado ontem indica que a comissão parlamentar de Ética, Cultura e Sociedade pediu à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) que “analise as revistas de sociedade por considerar que põem frequentemente em causa direitos à imagem e intimidade, defende num parecer aos relatórios de regulação do sector” (retirei o texto do jornal Público online).
Estas publicações fazem com muita assiduidade artigos e imagens atentatórias da vida pessoal e familiar de personalidades (políticas, do mundo das artes e dos espectáculos), causando danos muito elevados no seu bom nome.
Retiro o começo da mensagem e a imagem do blogue A Photo Editor, de Rob Haggart, director de fotografia (mensagem dele de 24.6.2008).
Na minha carreira, fui de “vamos ver que histórias temos este mês para fazer uma boa capa” a “vamos fazer chamadas telefónicas a cada celebridade que tenha um filme a sair este mês até que uma nos diga sim”, e então, claro, arranjar um jornalista que faça uma história numa semana ou menos. A capa de uma revista é a fonte de maior ansiedade, stress e pesadelos que alguém pode ter quando trabalha numa revista. Há sempre uma data de fecho, uma nova chamada a fazer ao anunciante, um fotógrafo a contactar, um local, uma peça de roupa e tudo o que é preciso para fazer a capa, até à conclusão do processo passam-se semanas, além do tempo e do espaço para colocar o resto das peças dentro da revista” (tradução minha, muito livre).
Desde o dia 16, está à venda a M, publicação com a chancela do Meios & Publicidade (M&P). Sendo o M&P um título para profissionais e, por isso, vendido só por assinatura, a M é vista por como prolongamento do jornal.
“Ideias e Pessoas que Marcam” é a assinatura da revista, com periodicidade trimestral. Portugal é o tema de capa da primeira edição. O valor da assinatura anual é de 19,60 euros, com portes de envio pagos pelo editor.
A revista MediaXXI, dirigida por Paulo Faustino, tem um novo visual e novos (ou mais precisos) objectivos e públicos-alvo.
Editado agora o número 93 e entrando no 12º ano de actividade, Faustino indica que a “publicação sempre conferiu especial importância a conteúdos com interesse para os profissionais, professores e investigadores ligados à comunicação”, projecto que pretende ampliar com a inclusão de artigos científicos. Comunicação, media e entretenimento – e internacionalização – são, agora, o centro da publicação, como continua no seu editorial “Reposicionar e consolidar”. Com concurso de três aspectos fundamentais:
1) necessidade de informação para as instituições de mdia mas com argumentação científica, 2) informação científica para as instituições de ensino mas com compreensão da indústria, e 3) consolidação da comunicação como driver da sociedade da informação e do conhecimento.
Entre outros, a revista traz artigos de Francisco Rui Cádima, Alan Albarran, Alfonso Sanchéz-Tabernero, Steve Wildman, Robert Picard, Angela Powers e Rita Figueiras.
O Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP) da Universidade Católica Portuguesa vai lançar o número 12 da revista Povos e Culturas dedicado ao tema Reflexos do Maio de ’68 na Sociedade Portuguesa.
Com apresentação de João Carlos Espada, o número conta com a colaboração de José Barata-Moura, António Coimbra Martins, Luís Salgado de Matos, Adriano Moreira, Isabel do Carmo, Jorge Paulo Cancela da Fonseca, Jaime Nogueira Pinto, D. Eurico Dias Nogueira, Veiga Simão, Justino Mendes de Almeida, Maria Manuela Aguiar, Nadir Afonso, Mário F. Lages e Ana Maria Costa Lopes.
O lançamento da revista será no dia 26 de Maio, pelas 18:00 horas, na Universidade Católica Portuguesa (Sala de Exposições, Edifício da Biblioteca, 2º piso).
Linguanet é uma revista online bianual dedicada aos problemas da língua, editada pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, agora em call for papers para o seu primeiro número.
Todos os números contemplam um texto de um convidado, artigos vários no âmbito do tema em estudo, artigos de tema livre e recensões. Línguas em Contraste abre o primeiro número. Assim, se trabalha na área das línguas e se interessa pelos Estudos Contrastivos, mande artigos até finais de Junho deste ano. Pode optar pelo email (Linguanet) ou pelo correio (CD para Clementina Santos, Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa, Palma de Cima, 1649 – 023 Lisboa). As línguas de trabalho são o português e o inglês.
O número 33 da revista Jornalismo & Jornalistas (Clube dos Jornalistas), referente a Janeiro-Março deste ano, traz textos sobre jornais, rádio e internet.
Destaco o texto de J.-M. Nobre-Correia sobre os media na Península Ibérica, as entrevistas a Céu Neves (que ganhou o prémio europeu “Pela diversidade, contra a discriminação” com peças publicadas no Diário de Notícias sobre as condições dos emigrantes na Holanda) e a José Manuel Rosendo (jornalista da Antena 1) e o estudo sobre o suplemento “DN Jovem”, por Helena de Sousa Freitas.
Mas o trabalho que mais me impressionou neste número da JJ foi a entrevista feita a Homero Serpa, por Fernando Correia e Carla Baptista. Homero Serpa, recentemente falecido, foi um dos nomes mais importantes do jornal A Bola, tendo pertencido a uma geração de há cinquenta anos que “deu um contributo decisivo para a criação do moderno jornalismo desportivo português”. Do começo da sua actividade enquanto jornalista, lê-se na entrevista:
Ao princípio eles [os da Bola] não pediam muita coisa, mas a partir de certa altura passei a ser um colaborador quase redactor, porque era utilizado todos os dias. Entrei como redactor em Julho de 1965. Isto quer dizer o seguinte: não havia escolas de jornalismo, a verdadeira escola era a colaboração. A pessoa entrava, se tinha jeito continuava, se não tinha… Foi o que me aconteceu, fui redactor em part-time durante um tempo. Entretanto, eu acumulava (ninguém podia viver de colaborações, claro) com outro emprego, era funcionário de escritório da Carris, onde fui subchefe do serviço contencioso, até que se criou o departamento de relações públicas e eu passei para aí.
Aproveito a ocasião para mandar um abraço ao Fernando Correia e à Carla Baptista, autores da entrevista acima salientada e cujo notável trabalho desenvolvido no projecto Memórias vivas do jornalismo, no interior do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ), resultou na publicação do livro Jornalistas, do ofício à profissão-mudanças no jornalismo português (1956-1968), lançado o ano passado (e de que fiz uma referência aqui). Contudo, este projecto foi mal classificado em recente avaliação da Fundação Ciência e Tecnologia (júri constituído apenas pelo professor Adriano Duarte Rodrigues). Em meu entender, foi uma muito injusta avaliação, a qual merecia ser seriamente reapreciada. A investigação em geral e a história do jornalismo e dos media assim o exigem.
A Sociedade Angolana de Sociologia está a preparar a edição da Revista Angolana de Sociologia, com o apoio da Editora Pedago (sede em Mangualde, Portugal). A revista propõe-se publicar textos de autoria de sociólogos e outros investigadores sociais, angolanos e de outras nacionalidades. Os textos a publicar na revista devem ter cariz sociológico, ainda que o(s) seu(s) autor(es) tenha(m) qualquer outra profissão.
A revista terá periodicidade semestral, devendo este ano sair dois números da revista (Julho e Novembro). Para o 1º número, os textos devem ser-nos remetidos em formato digital, até ao próximo dia 30 de Abril. Para o 2º número, o prazo de envio dos textos é o dia 30 de Junho de 2008.
As secções previstas para a revista são: 1) artigos (textos de cariz teórico, metodológico ou pedagógico, normalmente fruto de pesquisa científica, com particular destaque para a realidade sociológica angolana [até 20 págs. formato A4]), 2) projectos (para publicação de projectos ou relatórios de trabalhos de investigação científica relacionados com a sociologia e disciplinas afins, preferencialmente respeitantes à sociedade angolana [até 20 págs. formato A4]), 3) livros (inclui recensões e apresentações de livros de cariz sociológico ou com temática de utilidade para a Sociologia [até 3 págs. formato A4]), 4) bibliografia (com textos de informação bibliográfica acerca de temáticas de cariz sociológico, com particular destaque para temas da realidade sociológica angolana e africana [até 20 págs. formato A4]), 5) notícias (com notícias relacionadas com a actividade dos sociólogos angolanos e da Sociedade Angolana de Sociologia (inclui nomeações, prémios, memorial e obituário) [até 2 págs. formato A4, para além da bibliografia]). Enviar textos ou contactar a revista: revistangolanasociologia@hotmail.com, revistangolanasociologia@yahoo.com.br.
O Jornal de Notícias (Porto), na sua edição de hoje, dedica atenção aos vinte anos de revistas femininas – Elle, Máxima, Marie Claire – as chamadas glossy (papel encorpado e lustroso, orientadas para públicos femininos sofisticados e urbanos).
Maria Elisa Domingues, a primeira directora da Marie Claire portuguesa (franchise), disse ao jornalista Nuno Miguel Ropio: “Eram revistas que apostavam na moda e nós nunca o tínhamos feito. Não existiam produtores, fotógrafos e um sem número de profissionais, que depois formámos e hoje dão cartas neste tipo de jornalismo”. As revistas dariam a conhecer, comenta o jornalista, nomes como Paula Moura Pinheiro, Catarina Portas e Isabel Stilwell.
É urgente o lançamento do livro de Helena Cordeiro sobre revistas femininas (cujo título será mais ou menos o seguinte: O papel principal – contributo para uma análise do que vêem as mulheres nas revistas femininas). Esteve indicado sair em Fevereiro, mas já estamos em Março. Trata-se de uma peça fundamental sobre recepção e consumo das revistas femininas, uma área primordial para a compreensão do mundo das mulheres urbanas, emancipadas e de estatuto social classe C1 e acima.
A revista Leopoldianum, Revista de Estudos e Comunicações da Universidade Católica de Santos (UniSantos), convida investigadores e docentes de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas a enviar artigos e resenhas, de carácter inédito, para a edição nº 92-93 (Janeiro/Agosto de 2008), até 14 de Abril, sob o tema Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Cultural e Paisagístico.
Na edição nº 59 da Magazine Artes, com uma capa tirada do filme Tattoolst, a estrear no Fantasporto, o director Pedro Teixeira Neves chama a atenção para o texto de Vítor Silva Tavares, director da editora e colecção de livros &Etc.
Tavares, que se recusa a aceitar os setenta anos que lhe dá o Bilhete de Identidade, ganhara um prémio de revelação no Jornal do Comércio, de 202 escudos (perto de um euro, na actual moeda). Auto-avaliando-se como ingénuo (acredita nas pessoas), cinéfilo (nos velhos espaços desaparecidos, como o Cinearte e o Paris) e “fazedor” de documentários de 16 mm (indo até à África ocidental, havendo quem tenha feito dele o pioneiro do cinema de ficção angolano), considera três elementos fundamentais na sua existência: tabaco, mão & esferográfica.
Vítor Silva Tavares escreve contos e críticas de cinema. É quando aparece o & etc como magazine cultural do Jornal do Fundão, originando depois uma “chafarica amadora” (nas palavras do próprio) que “teima em publicar best-sellers de 300 exemplares desde há 35 anos”. E as histórias em torna do magazine, da editora (e da sua vida) são muitas, desde ir ao gabinete do director da Censura a “protestar contra um corte mais imbecil do que é costume”, as conversas com Mário Cesariny, Almada Negreiros ou Luís Pacheco, as filmagens com Manuel Costa e Silva em Festa, trabalho e pão, o escasso tempo para aprontar o suplemento literário do Diário de Lisboa. Os livros da & etc bateriam aliás um record do Guiness com mais exemplares devolvidos do que os da própria tiragem! Isto segundo a distribuidora.
O nº 9 da Obscena, revista independente de artes performativas, em papel, tem os seguintes locais de distribuição na região de Lisboa: Culturgest, CCB, S. Luiz – Teatro Municipal, Café no Chiado, Teatro Nacional D. Maria II, Maria Matos – Teatro Municipal, Livrarias Bulhosa (Entrecampos, Oeiras Parque, Amoreiras, Cascais, Linda a Velha, Campo de Ourique), Teatro Taborda, Teatro Municipal de Almada, Comuna – Teatro de Pesquisa, Fundação Calouste Gulbenkian (edifício-sede e Centro de Arte Moderna).
À Obscena também se pode aceder em formato digital.
Obrigado ao António Quadros Ferro por me ter chamado a atenção para a publicação.
Os Meus Livros está uma revista mais bonita em termos de design, a começar pelo número de Janeiro e a continuar no número de Fevereiro, que já me chegou hoje.
No número de Janeiro, o meu destaque foi para o Kindle, o aparelho da Amazon que se propõe substituir o livro em papel, e a entrevista de Sandra Silva, da editora 101 noites, que publicou recentemente vários audiolivros e que eu aqui fiz referência recente de uma conferência sua.
No número de Fevereiro, destaco as publicações de banda desenhada projectadas para este ano, os livros sobre cozinha e o perfil de Isaías Gomes Teixeira, do novo grupo livreiro Leya, e que tem acompanhado Miguel Paes do Amaral há vários anos nos seus projectos empresariais.
Para os interessados, informa-se que estão disponíveis gratuitamente os dois primeiros números da revista Comunicação e Cultura, do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa), a partir do sítio da Quimera, a editora da revista.
MATRIZes, Revista do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo convida os estudiosos de comunicação a enviar trabalhos para publicação do seu segundo número, com lançamento previsto para Abril de 2008.
A revista recebe trabalhos inéditos para as secções de: 1) Em Pauta, destinada à análise crítica de produtos, processos e fenómenos comunicacionais; 2) Media Literacy, acolhe formulações e conceptualizações sobre o fazer comunicacional nas mediações na dinâmica sócio-cultural.
Os textos deverão ser feitos de acordo com a seguinte formatação: 1) 35.000 caracteres em fonte Times New Roman, corpo 12, com espaçamento 1,5, para o tamanho de papel A4; 2) Título do artigo seguido do(s) nome(s) completo(s) do(s) autor(es); 3) Resumo em português e inglês, cada um com 300 caracteres, digitados em corpo 10, com espaçamento simples, e acompanhados no máximo de cinco palavras-chave; 4) Biografia académica com vínculos institucionais, no máximo cinco linhas em corpo 10, no final do texto, seguido de endereço electrónico.
Data limite para envio de artigos: 25 de Fevereiro de 2008. Endereço para envio: matrizes@usp.br. Informações detalhadas sobre as normas para publicação disponíveis no sítio Matrizes.
A revista Comunicação e Cultura, do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (edição da Quimera) publicou o seu número 4, com o título Terror e Terrorismos.
Traz artigos de Susan Sontag (Olhando a tortura dos outros), José Augusto Mourão (Para uma semiótica do terror (branco) – em torno de O Terrorista de John Updike), Isabel Gil (Terrores nocturnos. A noite e a estética noir em Edgar Allan Poe), Miguel-Pedro Quádrio (A ira dos espectros inúteis. O terror em duas variações contemporâneas do Macbeth, de Shakespeare), Carlos Gaspar (Três proposições sobre a guerra e a democracia), Nuria Quintana Paz (Televisión pública y 11-M. La información sobre terrorismo en campaña electoral) e Pedro Rivas Neto e Pablo Rey García (Terror armado, terror sin armas. “Programa de Paz y Reconciliación” de la Alcadía de Medellín y desmovilización de combatientes (2004-2006).
Da introdução, assinada por Fernando Ilharco, lê-se: “O terror, conforme à sua etimologia, assenta o desenvolvimento naquilo que cultural, política e metafisicamente marca a Terra – hoje é a globalização, a simultaneidade, o ao mesmo tempo em todo o mundo: a explosão, o fogo, o caos, a noite”.
Fora do dossiê, dois outros artigos preenchem a publicação: Luísa Leal Faria (De Bologna a Bolonha. Novecentos anos de graus e símbolos académicos) e Ciro Marcondes Filho (As imagens que nos aprisionam e a escapada a partir do corpo. Sobre Dietmar Kamper). Uma entrevista a Barbie Zelizer (por Rita Figueiras), recensões e montra de livros fazem ainda parte da revista.
Lançamento do número especial da revista de cinema documental Docs.pt. Actividades no Museu do Chiado e no Instituto Franco-Português, dias 20 e 21 de Dezembro.
Destaques desta edição, a nº 10: Jorge Leandro Rosa, O Corpo e a Carne: Duplicidades Contemporâneas, Luís Graça, Intersecções, confrontações, apropriações, incorporações, comparações, relações: A arte biológica vista do laboratório, Susana Ventura, E o elevador irrompeu em direcção ao céu, atravessando as nuvens, rumo ao infinitoŠ, João Oliveira, Irene Izes, A Dasilva O, Incontornável, Byron Kaldis, Estudos Culturais e Formas de Arte Pós-Moderna: Os Novos Movimentos Sociais?, e muitos outros textos. Além de entrevistas, como a feita a José Luís Garcia, sobre A geração de 60/70, as metamorfoses da política e os dilemas da tecnociência.
Não gosto particularmente de revistas que acompanham as edições de domingo dos diários. Por um lado, pelo papel brilhante que dá cabo da pele (o verniz das páginas faz-me secar a pele).
Em segundo lugar, pelo conteúdo. Os temas são tratados de modo mais leve que os cadernos principais, há muitas mais mensagens publicitárias (roupas, móveis, automóveis), mesmo que surjam em texto de reportagem. Embora não apareça a indicação publi-reportagem, sabemos que são peças pagas.
Mas há, claro, temas interessantes. Na Pública de hoje, Álvaro Barbosa, coordenador do curso de Som e Imagem da Universidade Católica (Porto), fala de um projecto seu, “Public Sound Objects”, patente na Casa da Música (Porto).
Já o El Pais Semanal coloca na capa uma fotografia de Andy Wharol, a propósito de uma exposição fotográfica daquele artista, em Madrid – as suas polaroids e fotomatons. Ele fez imensos auto-retratos, por vezes como drag queen, ou mostrando as suas mãos. Obcecado, era o que era, procurando ficar para a posteridade como herói. Provocador, por outro lado, em busca da imagem perfeita do artista.
O Guia da Noite Lx Magazine é “uma revista que pode ir contigo para todo o lado, na mala, no bolso ou no portátil. Gostávamos mesmo que fosse a tua companheira inseparável”, escreve Sandra Silva, directora editorial, neste primeiro número. Também disponível em www.guiadanoite.net. A publicação, gratuita e com 25 mil exemplares, terá periodicidade trimestral.
Chili com carne, ou ainda a extensão em forma de blogue, vende serviços, livros / books, zines , música , etc , 2ª mão / 2nd hand, , podendo “encontrar para além das nossas edições e as dos nossos associados (MMMNNNRRRG, El Pep, Opuntia Books, Imprensa Canalha) algumas das melhores edições do meio independente nacional e estrangeiro. in this online shop you’ll find not only our books and the ones of our associates (MMMNNNRRRG, El Pep, Opuntia Books, Imprensa Canalha) but also the best Portuguese and international independent editions”.
Agora, Chili com carne anuncia a Mesinha de Cabeceira Popular (Popular Bedside Table) com.mix.zine is out!!!..64 páginas a preto e branco +16 a 2 cores 64 black and white pages + 16 second colour 72p. “o tema é a «cultura pop» the theme is «pop culture». o objectivo é fazer uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização, globalização / we want to do a reflection about the pop culture: icons, mass media, globalization. línguas oficiais: português e inglês official languages: Portuguese and English. colaboradores / contributors: Eric Braün (can), Claudio Parentela (it), Jano (sp), Jacob Klemencic (sl), Brian Chippendale (usa), Stijn Gisquiere (bel), Nuno Pereira (pt), Filipe Abranches (pt), Dalibor (cro), Katharina Hausladen & Dice Industries (ger), Tommi Musturi (fin), João Chambel (pt), André Lemos (pt), João Maio Pinto (pt), Pedro Zamith (pt), S.G. & José Feitor (pt), Monia Nilsen (nor/pt), Nuno Duarte & Pepedelrey (pt), Joana Figueiredo (pt) e and Marte & JCoelho (pt)…apoio support: Instituto Português de Juventude..PVP: 6€ Portugal (3€ para associados) 10€ rest of the world…à venda: pelo site da CCC e nas seguintes lojas: Goma 386, Mongorhead, Work’n'Shop, BdMania, The Shoppe Bizarre (Lx), Mundo Fantasma, Matéria Prima, Central Comics, Utopia (Porto), 100ª Página, Velha-a-Branca (Braga)… you can buy in the Chili Com Carne site and trought Canicola (it) and Boing Being (fin)”.
O número mais recente da JJ – Jornalismo & Jornalistas (Julho/Setembro, nº 31) traz na capa os laureados com os Prémios Gazeta 2006 do Clube de Jornalistas (aos quais referi em mensagem escrita a 26 de Setembro): Jacinto Godinho, Manuel António Pina, João Pacheco e a revista Mais Alentejo).
Mas o interior da JJ – Jornalismo & Jornalistas traz outros motivos de atenção. Destaco, por estar mais perto da minha actividade, a reportagem de Cátia Candeias sobre os dez anos do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo). Nelson Traquina, Mário Mesquita, Estrela Serrano, Paquete de Oliveira, Cristina Ponte, Ana Cabrera, José Carlos Abrantes, Fernando Correia, eu próprio, fazem parte do grupo de iniciadores de um ímpar projecto de investigação na área dos media e do jornalismo, cujo trabalho mais visível tem passado por seminários internacionais, por uma revista semestral sobre o tema e uma colecção de livros.
Destaco igualmente a memória trazida por Patrícia Fonseca da revista Flama. Esta, a par de revistas como O Século Ilustrado e a Vida Mundial, introduziu o gosto pela leitura por um formato de publicações que já há muito faziam sucesso noutros países. A Flama foi fundada em 1937 e era propriedade da Juventude Escolar Católica com jornal, passando a revista em 1944. Foi editada até 1976.