José Afonso Furtado, director da Biblioteca de Arte da Gulbenkian, aparece na lista das 140 melhores contas do Twitter em todo o mundo segundo a Time. A qualidade da conta de notícias sobre o mundo da indústrias editorial valeu a Furtado a classificação. Ele, que tem mais de sete mil seguidores, usa o Twitter como ferramenta de trabalho para troca de informação, indica o semanário Sol, de onde estou a retirar a informação.
DEZ ANOS DE IPOD
Roland Barthes considerava as catedrais como a forma icónica da sociedade da Idade Média. Na década de 1950, os automóveis ocupavam esse lugar; agora, é o iPod. O texto de José Fialho Gouveia no Sol é sobre os dez anos do aparelho da Apple. Jonathan Rubinstein, do departamento de hardware da Apple, contratara o engenheiro Tony Fadell, encarregando-o de desenhar um leitor de mp3, em que o centro seria a roda táctil que permite aceder a um ficheiro em três cliques. Para trás, ficava uma longa história de invenções: em 1977, o matemático alemão Karlheinz Brandenburg estudava a compressão da música em pequenos ficheiros; em 1991, Brandenburg e Dieter Seitzer construiram o algoritmo que tornava possível o mp1; em 1994, chegava-se ao mp2 e, em 1996, ao mp3. O primeiro leitor portátil tinha capacidade de 32 Mb, o MPMan F10 da empresa sul-coreana SaeHan, chegado ao mercado em 1998. O iPod da Apple, de 5 Gb de memória, era lançado em Outubro de 2001. Depois, toda a indústria musical alterou-se. O iTunes é responsável pela maior parte das vendas digitais, mas as cópias ilegais entram em colisão com os direitos autorais e direitos conexos de cem anos, a precisar de adaptação. A indústria foi obrigada a adaptar-se ao mundo digital, apesar da qualidade do som ter reduzido.
>REDES SOCIAIS E REVOLUÇÃO
>”A reportagem [de Paulo Moura sobre a revolta na África do norte, nomeadamente sobre o Egipto] confirmava, entretanto, que o papel das redes sociais foi meramente instrumental, pois não é a tecnologia que faz a revolta, são os revoltados quem usa a tecnologia” (Eduardo Cintra Torres, Público, hoje).
>TECNOLOGIAS
>Recupero um texto do Expresso de há uma semana, assinado por Hugo de Melo e Gomes. Destaca ele dez factos ou acontecimentos que marcaram 2010, de onde eu retiro quatro:
1) Facebook – o salto da sociedade do conhecimento para a sociedade do relacionamento,
2) Futuro das redes sociais - tecnologia móvel, a possibilidade de estar sempre ligado,
3) Apps – as aplicações, como a meteorologia, a lista de compras, os jornais, as marcas,
4) Tablets – moda ou ligação que vai fazer esquecer o telemóvel e o computador?
>SOBRE O POWERPOINT
>”Qui est aujourd’hui l’ennemi numéro un de l’armée américaine ? Les Talibans ? Al-Qaida ? L’Iran ? Non, l’ennemi, c’est PowerPoint, comme l’a affirmé, en avril 2010, le général des Marines James N. Mattis, selon lequel «PowerPoint nous rend stupides»” (La pensée PowerPoint. Enquête sur ce logiciel qui rend stupide).
>AS MULHERES E O TELEMÓVEL EM TESE DE DOUTORAMENTO
>Hoje, de manhã, Carla Ganito defendeu tese de doutoramento com o título Women and technology: gendering the mobile phone. Portugal as a case study. A tese visa oferecer um melhor entendimento da relação entre mulheres e tecnologia através do significado dos telemóveis na vida das mulheres portuguesas. Para a nova doutora, tem sido dada pouca ênfase ao estudo das mulheres consumidoras, que podem ser distinguidas em termos de idade e família (jovens adultas, mães, mulheres mais velhas). A diferenciação poderá ser útil aos estrategas de marketing das empresas fabricantes e fornecedoras de serviço, pois o uso de voz, mensagens e entretenimento é variável conforme a idade e a situação profissional e familiar. O estudo situa-se no cruzamento dos estudos feministas, da cultura e dos novos media.
Carla Ganito é docente da Universidade Católica Portuguesa. Do júri do doutoramento, fizeram parte nomeadamente Monroe Price (Annenberg School for Communication, Un. Pensilvânia), Gustavo Cardoso (ISCTE) e Cristina Ponte (Un. Nova de Lisboa) [ver notas que tomei da defesa de dissertação de mestrado da autora, em 22 de Março de 2006].
[na imagem, da esquerda para a direita: Rogério Santos, Gustavo Cardoso, Monroe Price, Manuel Braga da Cruz, reitor da UCP, Carla Ganito, Isabel Gil, Cristina Ponte e Fernando Ilharco]
ANABELA SOUSA LOPES
Anabela Sousa Lopes defendeu hoje na Universidade da Beira Interior (Covilhã) a sua tese de doutoramento intitulada Tecnologias da Comunicação: Novas Domesticações, com a classificação de Excelente (18 valores).
Do abstract da sua obra, retiro os seguintes elementos: “Domesticação é um conceito inicialmente usado por Roger Silverstone, por volta de 1990, sugerindo o processo de tornar domésticas as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), tendo em conta que são adquiridas no domínio público e seguidamente tornadas parte da casa. Estas tecnologias moldam e são moldadas pelos consumidores. Estudos mais recentes tiveram que considerar o seu consumo em casa mas também fora do espaço doméstico. Portanto, mobilidade é um conceito crucial que enquadra a mudança de casa (entendida como household) para lar, em algumas pesquisas”.
http://www.youtube.com/v/eaVf_x855pU?fs=1&hl=pt_BR
O júri das provas foi constituído por Rogério Santos, João Canavilhas, Paulo Serra (presidente), Tito Cardoso e Cunha, Graça Simões e Óscar Mealha (pela ordem na fotografia, da esquerda para a direita, com a nova doutora ao centro). Anabela Sousa Lopes é Professora Adjunta da Escola Superior de Comunicação Social (Lisboa).
O FIM DO WALKMAN EM CASSETE
Sony põe fim ao Walkman (quase). “O primeiro modelo do Walkman chegou às lojas a 1 de Julho de 1979, no Japão. Tal como o iPod não foi o primeiro leitor de MP3, o Walkman também não foi pioneiro. Os leitores portáteis de cassetes existiam há anos – mas o aparelho da Sony foi o primeiro a massificar a música portátil. A Sony anunciou, a semana passada, que vai pôr fim à comercialização no Japão do conhecido leitor de cassetes. Mas os aparelhos vão continuar a ser vendidos em países menos desenvolvidos (e a marca Walkman continuará a ser usada nos leitores de MP3)” (Público).
TESE DE DOUTORAMENTO
De Anabela de Sousa Lopes, Tecnologias da Comunicação: Novas Domesticações, na Universidade da Beira Interior, Covilhã, em 24 de Novembro pelas 14:30. Anabela de Sousa Lopes é docente da Escola Superior de Comunicação Social.
TECNOLOGIAS
Por volta de 1840, a Europa presenciou transformações excepcionais nos transportes e comunicações. A modernidade incluiu o caminho de ferro e o serviço oceânico de navios a vapor, nos transortes, e o sistema postal nacional, os serviços comerciais de telegramas e a invenção da fotografia, nas comunicações.
Na década de 1990, a comunicação móvel, ao separar-se da física, deu origem a profundas alterações. Castells (2002) descreve a sociedade em rede, apoiada em tecnologias de informação, produto da micro-electrónica. Sempre houve redes, com flexibilidade, adaptabilidade e auto-organização, mas a micro-electrónica trouxe novas vantagens de flexibilidade, escala, portabilidade e sobrevivência. Urry (2010) destaca os mercados financeiros, que funcionam 24 horas por dia, deixando de estar sujeitos às pressões dos mercados e fornecedores nacionais, e a informação noticiosa permanente (em tempo real, através de canais múltiplos de televisão e internet). A secretária fixa, de madeira, cede lugar ao escritório móvel, que pode ser ocupado por qualquer pessoa. Com a digitalização, a informação adopta modos de mobilidade que se separam substancialmente da sua forma ou presença material: ela está sempre a viajar.
Leituras: John Urry (2007/2010). Mobilities. Cambridge e Malden, MA: Polity
Manuel Castells (1996/2002). A sociedade em rede. Lisboa: Gulbenkian
CYBERPUNK
Os futurologistas dedicam-se a pensar o futuro, ao passo que os escritores de ficção científica sonham com ele. Vários deles escrevem, ou escreveram, para a revista Wired, lê-se no livro de Flichy. Bruce Sterling e William Gibson, líderes do movimento cyberpunk, foram dos mais regulares. Esta corrente literária define-se pelo seu interesse nas tecnologias de informação mas também no estilo de vida boémio e nas novas correntes do rock. Enquanto Toffler associava as novas tecnologias com a nova civilização, Gibson e Sterling (para quem Toffler era o “guia” intelectual) articulavam técnica e literatura. Ao contrário da contracultura dos anos 1970, que era resolutamente ecológica e antitecnológica (apesar de gostar de electrónica nos concertos rock e descobrir a tecnologia dos computadores na década seguinte), o movimento cyberpunk viveu com a tecnologia. O trabalho do cyberpunk ao longo da década de 1980 liga-se ao vídeo rock, ao movimento hacker, à arte de rua e ao hip-hop e ao rock de sintetizador em Londres e Tóquio. As novelas cyberpunk não têm a técnica como pano de fundo mas estão muito próximas.
Leitura: Patrice Flichy (2001/2007). The internet imaginaire. Cambridge, MA, e London: MIT Press, pp. 121-122
WI-FI
HISTÓRIA DAS TELECOMUNICAÇÕES
História das Telecomunicações em Portugal é um volume dirigido por Fernanda Rollo e editada pela Fundação PT em 2009, com 533 páginas. Mais precisamente, trata-se de uma história do grupo PT, resultado de protocolo feito entre a Fundação que editou o livro e o Instituto de História Contemporânea (IHC) da Universidade Nova de Lisboa, e que contou ainda com a investigação de Ana Paula Pires, Maria Inês Queiroz, Paula Meireles, João Moreira Tavares, Sandra Araújo, Maria Alexandre Dáskalos, Mafalda Vieira e Diana Nascimento.
Nas palavras da coordenadora da investigação, Fernanda Rollo, o texto observa e analisa a história das telecomunicações nacionais desde a introdução da telegrafia e da Direcção-Geral dos Telégrafos do Reino. Foi realçada a “importância dos contextos históricos, conjunturas políticas e modelos económicos” (p. 23), bem como a ciência e a técnica, de “um mundo empresarial de feição mais moderna que emerge, condiciona e obedece aos desígnios da mutação tecnológica”.
Esta história das telecomunicações divide-se nos seguintes períodos: 1) do telégrafo ao telefone (1852-1882), 2) fios sonoros, redes com voz (1882-1911), 3) República a ponto e traço (1911-1937), 4) Estado Novo, comunicações e ordem (1937-1945), 5) ciência, tecnologia e comunicações (1946-1967), 6) satélites para ligar o mundo (1968-1980), 7) era digital (1981-1994). Ou seja, deu-se relevo aos equipamentos, aos sistemas e a dois regimes políticos marcantes no século XX português.
Trabalho denso, com muitas referências a documentos de arquivo e fotografias, é um texto a ler com atenção. Porque o país empresarial, tecnológico, social, económico e cultural passa por aqui. Quase por acaso, retenho-me num anúncio da APT em 1916: “Haverá maior comodidade do que a de ter telefone em casa? Certamente que não. Fazei as vossas encomendas pelo telefone. Não deixeis para amanhã. Pedi hoje mesmo orçamentos para o escritório da Companhia” (p. 181).
REVISTAS EM FORMAT IPAD
As publicações Condé Nast anunciaram ontem a edição da revista Wired em formato iPad. Outros títulos da mesma empresa editora, como Vanity Fair e GQ serão igualmente distribuídas em formato iPad. Neste novo formato há adaptações e reimaginação. Ler a notícia completa aqui. Isto num momento em que se anuncia que a Apple ultrapassa a Microsoft como a mais valiosa empresa de tecnologia, a ler aqui.
TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO
As tecnologias de comunicação são como os supermercados: têm sempre alguma coisa nova. Nos últimos 30 anos, ouvimos continuamente falar de novas tecnologias. De início, o termo referia-se aos gravadores de vídeo ou à televisão por cabo, depois ao computador portátil e agora à internet. Em cada período, as pessoas acreditam que o novo aparelho substitui e elimina o antigo, que os media pessoais substituem os media de massa, que finalmente os indivíduos se expressam sem intermediários e que as novas comunidades (e as redes sociais) juntam as pessoas de todo o mundo. Os reformistas acreditam que uma nova tecnologia resolve os problemas da educação e da democracia, enquanto as Cassandras percepcionam os novos media como uma ameaça à cultura ou aos direitos dos cidadãos.
[tradução livre do começo do livro de Patrice Flichy (2007). The internet imaginaire. Cambridge, MA, e Londres: The MIT Press]
CONFERÊNCIA DE BRIAN WINSTON
The Myth of the Information Revolution foi o tema da conferência de Brian Winston ontem, dia 13, na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa). Docente da Universidade de Lincoln (Reino Unido), Winston tem escrito sobre os media em geral e a rádio em particular.
Winston citou Raymond Williams, Marshall McLuhan e Fernand Braudel. Foi sintomática a sua simpatia para com as teorias deste último, a quem pediu emprestadas as ideias de acelerador e travão para se referir à ciência e à tecnologia. Usando a semiótica, e a distinção entre langue e parole, a ciência envolve a tecnologia – ou esta evolui dentro daquela e de acordo com o interesse da sociedade. Por isso, Winston salientaria o moldar social da tecnologia.
O conceito de Winston ideação aplica à relação entre protótipo da tecnlogia, invenção (que é uma transformação desta naquela) e o número de indivíduos envolvidos nessa transformação. O cinema é um bom exemplo: ao mesmo tempo, inventores nos Estados Unidos, na Alemanha, na Inglaterra e em França estavam a patentear o cinema, no ano de 1895.
PRODUTOS SONY
Através da infografia publicada no i de hoje, consegue-se ver a rápida evolução da Sony, embora outros fabricantes tenham igualmente produtos vencedores. A tónica que quero destacar é a tecnologia e a mudança de hábitos culturais que elas proporcionam (para ver melhor a infografia, clicar em cima da imagem).
OS 30 ANOS DO WALKMAN DE CASSETTE

“O primeiro modelo do mais popular leitor portátil de cassetes chegou às lojas há 30 anos. O aparelho era azul e cinzento – e substancialmente maior do que qualquer moderno leitor de áudio. O Walkman foi o primeiro aparelho a massificar a música portátil. Mas, no que à tecnologia diz respeito, está longe de ter sido pioneiro.Os leitores portáteis de cassetes existiam há anos. O Walkman teve o mérito de ser um aparelho barato, prático (para os padrões da altura) e, sobretudo, bem publicitado pela Sony” [começo do texto de João Pedro Pereira no jornal Público; imagem retirada da Wikipedia. Modelo Walkman TPS-L2, de 1979].
AUDIOLIVROS E PEÇAS RADIOFÓNICAS
Um seminário de Criação e produção de audiolivros e peças radiofónicas vai decorrer no Goethe-Institut Portugal, no próximo dia 25 de Junho, às 18:00. Segundo o Instituto Alemão, “visa uma abordagem aos processos e metodologias de criação e produção do audiolivro. Desde a criação do projecto, à escolha das vozes, passando pelos métodos de gravação e sonoplastia, serão debatidas as questões que tornam o audiolivro um produto com um enorme futuro no actual panorama das indústrias culturais”.
O Goethe-Institut Portugal fica no Campo dos Mártires da Pátria, 37, Lisboa.
AINDA OS FIVES
Na mensagem anterior, escrevi que não encontrei o cartaz da Optimus com a indicação da rede social Messenger. Claro que já tinha visto o cartaz mas perdi o seu rasto. A imagem abaixo mostra o terceiro cartaz. Onde poderia estar o público-alvo da campanha, para além do centro comercial e do metro? Na praia, claro, a procurar trocar o pseudónimo (nick) da rede. Gosto da campanha nos mupis.
MANDA FIVES
Enviar fives significa enviar mensagens ou fazer comentários na rede social hi5. Enviar “fives” do shopping quer dizer que o centro comercial é um espaço social onde os fãs do hi5 se encontram amiúdes vezes e onde enviam mensagens com frequência. O outro anúncio aponta para a rede social Facebook e para o metro, meio de transporte urbano existente em Lisboa e no Porto (o ideal da frase do anúncio seria “manda faces” ou “manda books”, para se aproximar do outro; assim, dá um ar de maior solenidade ou seriedade ao Facebook, com “actualização do perfil”). Hi5, Facebook, centro comercial e metro são valores e espaços que apontam para uma faixa etária precisa, os jovens, a cujos consumos os novos aparelhos pretendem apelar, ainda por cima com um desconto no preço do aparelho (a terceira rede social dos anúncios é o Messenger, mas não descobri qualquer cartaz).
Lembro-me do texto de David Bolter e Richard Grusin, Remediation. Understanding new media (2000) [ver minha mensagem aqui]. Uma das estratégias da remediação é a imediacia [imediacy] ou imediacia transparente, estilo de representação visual cujo objectivo é fazer esquecer ao espectador a presença do meio (tela, filme fotográfico, cinema) e acreditar que ele está na presença de objectos de representação. A mensagem SMS e o envio de imagens, nos novos telemóveis, são substituídas pelo uso das redes sociais que incorporam essas facilidades todas mas dentro de um sistema organizado externamente ao aparelho.
Outra característica dos aparelhos publicitados é a miniaturização do teclado. As letras já não aparecem por ordem alfabética mas seguindo a norma qwert dos teclados dos computadores. A segunda das estratégias da remediação é a hipermediacia [hypermediacy], estilo de representação visual cujo objectivo é lembrar ao espectador o meio que ele usa para ver. O telefone é uma função no meio de várias. Aqui temos o telemóvel que parece um computador. Ou a fusão dos aparelhos, produto procurado há diversos anos.
TÓPICOS DE INVESTIGAÇÃO
Tópicos para compreender as tecnologias dos media (a estudar e a desenvolver):
1) a partir de 1950, massificação dos produtos de media (como gravadores) – em empresas (profissional) e nos lares (amador). Centros de desenvolvimento nos EUA e no Japão, mas também no Reino Unido. Associação com música. Nos anos 1960, dá-se uma “revolução” na rádio – introdução da FM. Novos gostos, novas estéticas, escuta de música rock (e compra através de discos e registo em fita magnética). Entre os anos 1950 e 1960 – a introdução de computadores de empresas (mainframes, computadores que ocupam salas e com pouca memória),
2) miniaturização: transístor (1947) – peça electrónica de amplificação, circuito integrado (cerca de 1960) – centenas de transístores, chip (cerca de 1960) – conjunto de circuitos integrados; analógico e digital (transição por volta de 1970; switch-off em 2012) e cabo. Anos de 1980/1990 – passagem para o digital nos gravadores com o mp3 e mp4 (iPod) – sem fita e com memória de computador,
3) O que permite a memória do computador? Guardar sons, imagens, texto, imagens em movimento, em tempo real ou diferido (com programação). Com a internet, permite partilhar ficheiros, dando maior espaço ao trabalho colaborativo – deejays, sampling (sampler) – a partir de um original produzem-se cópias ou coisas novas (sampling): gravação, reprodução, (re)criação (manipular). Multiplicidade de fontes de conteúdos (YouTube, MySpace).
CIDADANIA DIGITAL
Duas fotografias do primeiro painel do seminário realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.


Começo da minha participação (segundo painel): “O presente artigo associa media digitais e responsabilidade social e procura justificar duas perspectivas: os media digitais promovem a cidadania e expressam a sociedade do conhecimento. Nele, abordam-se conceitos como responsabilidade social, criatividade e trabalho colaborativo, software social de livre acesso, jornalismo de cidadania e cultura pro-am, com análise de dois meios digitais de excelência, blogues e wikipedia”.
LEITOR DE JORNAIS COM ECRÃ MAIOR
A Plastic Logic, empresa que tem um leitor electrónico, anunciou que estabeleceu parcerias com algumas publicações para utilização do seu aparelho. Trata-se de uma máquina com um ecrã maior que os concorrentes Amazon Kindle e Sony Reader, usando a mesma tecnologia (E Ink) e estando disponível até ao começo de 2010. As publicações incluem Financial Times, Los Angeles Times, New York Times, USA Today, Washington Post, além de outros títulos que pertencem aos proprietários como Hearst, IDG, Hachette Filipacchi, Playboy Enterprises e Ziff Davis [fonte: Herald Tribune de ontem].
Os sucessivos anúncios do leitor electrónico indicam que o tempo da passagem da leitura em papel para a digital se aproxima. O vídeo de demonstração da Plastic Logic (aqui), apesar de não mostrar todo o segredo (embora o aparelho tenha qualidades como espessura fina mas robustez), parece-me um importante passo na passagem para o digital.
TIPOGRAFIA
Lê-se no blogue TIPO – Projecto Tipográfico: “Tipo é um projecto onde a tipografia desempenha o papel principal. Embora a sua origem seja académica, o seu resultado é democrático. Nesta fase inicial, o projecto é comunicado por meio de um documentário onde se registam participações de António Baptista de Lima representando a Tipografia Camões, Paulo Heitlinger, autor do livro Tipografia e, por fim, o Museu Nacional da Imprensa situado no Porto, Portugal”.
[Texto e vídeo (Bruno Cunha, Francisco Costa, Jorge Baptista) a partir do blogue TIPO - Projecto Tipográfico]



















