A GFK vai experimentar em breve o novo sistema de medição de audiências, com ele a iniciar a sério a 1 de Janeiro de 2012. Para o director-geral da empresa, António Salvador, “Começamos este mês a fase da identificação do universo e da selecção da amostra. A instalação dos aparelhos está prevista para o início da segunda metade do ano” (Correio da Manhã). A tecnologia a usar será a de audio-matching (método de amostragem de som para a detecção dos canais).
VIDEOCLUBES
“Há cinco anos, o número de videoclubes em Portugal rondava os 1800. Em 2010, eram cerca de 300 (menos 83 por cento). As contas são da Federação Portuguesa de Editores de Videogramas (Fevip, que representa as editoras que vendem filmes aos videoclubes) e mostram um sector em queda abrupta” (Público). Razões: pirataria, partilha online e ofertas dos operadores de televisão.
CANAL 180
O Canal 180, ideia que ganhou o Prémio Nacional de Indústrias Criativas em 2010, é o primeiro canal português de televisão exclusivamente dedicado à cultura. Diferente, com poucos meios, em registo low-cost, aposta na colaboração com os agentes culturais para preencher seis horas de programação diária (RTP). A Open Source Television (OSTV) é a televisão responsável pelo lançamento do canal, cujo nome teve origem na posição que vai ocupar, a partir de amanhã, na grelha digital da ZON (JPN).
DEZ ANOS DE SIC RADICAL
Passaram já dez anos da vida da SIC Radical. Nomes como Bruno Aleixo, João Manzarra, Fernando Alvim, Rui Unas, Solange F., Ana Rita Clara e Rui Sinel de Cordes seriam alguns dos mais conhecidos ao longo desses anos. Um colectivo ganhou fama aí e saltou para os canais tradicionais: o Gato Fedorento. E ainda os Homens da Luta. Diz o director do canal, Pedro Boucherie Mendes, que a SIC Radical está a procurar ser menos ruidosa, menos juvenil e com mais classe. O público inicial da estação tinha 20 anos, agora já vai nos 30. [a partir de texto do jornal Público]
DOCUMENTÁRIO NO QATAR
O Festival Internacional de Documentário da Al Jazeera, a decorrer de 21 a 24 de Abril no Qatar, seleccionou quatro Grandes Reportagens da SIC para a Competição Oficial (Briefing).
JOSÉ CARLOS ABRANTES APONTADO PARA PROVEDOR DA RTP
Conforme adiantara aqui no blogue, a provedoria da RTP parece, finalmente, resolvida. José Carlos Abrantes foi o nome escolhido pela administração da RTP para provedor do telespectador. Falta apenas a confirmação do Conselho de Opinião, cuja posição é vinculativa, com reunião agendada para 18 de Abril.
Antigo provedor do Diário de Notícias, professor universitário e investigador na área dos media, José Carlos Abrantes é o nome avançado pela estação de televisão pública para o cargo de provedor. O novo provedor da RTP, que sucede a José Manuel Paquete de Oliveira, prevê um cargo muito activo: “Imagino um mandato com muito correio, com muita participação. Procurarei dar muita atenção às questões da informação. Pessoalmente, acho que é um sector muito importante”, disse. Promete dar atenção ao tema da literacia dos media, pois “uma das funções do provedor é explicar como se fazem as notícias e a programação”.
Com 66 anos, nascido em Cabanas de Viriato, leccionou Teoria e História da Imagem no curso de Jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1994-2001) e na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Entre Abril de 2004 e Junho de 2007 foi provedor do leitor do Diário de Notícias. É autor de títulos como A construção do olhar (org.) (2005), Televisão: das audiências aos públicos (org.), em colaboração com Daniel Dayan (2006) e Ecrãs em mudança (org.) (2006), 1001 razões para gostar de Portugal (2005) [que continua num dos seus múltiplos blogues, Razões para Gostar de Portugal]. Grande organizador de eventos e tertúlias culturais e mediáticos, tem trabalhado com a Livraria Almedina, o Teatro S. Luís e o Instituto Franco-Português, entre outras instituições, é director de uma colecção das Edições 70, onde publiquei o meu livro Indústrias Culturais.
Ao José Carlos, envio daqui um abraço de parabéns.
LEI DA TELEVISÃO
“A nova Lei da Televisão, que inclui a transposição para Portugal da directiva europeia, foi publicada ontem [dia 11] em Diário da República, depois de ter sido aprovada pelo Parlamento em Fevereiro. O novo diploma integra, por exemplo, a eliminação do intervalo mínimo de vinte minutos entre pausas publicitárias e obriga os canais a publicar nas suas páginas Internet informações relativas à propriedade dos operadores (Meios & Publicidade).
O YOUTUBE ESTÁ CADA VEZ MAIS PERTO DA TELEVISÃO
No final da passada semana, o YouTube criou um “palco” para eventos ao vivo (youtube.com/live). Assim, após inscrição, os espectadores podem assistir a espectáculos e eventos transmitidos por parceiros da Google, como shows, actividades desportivas e entrevistas. O YouTube planeia testar uma versão da plataforma de modo a que cada utilizador da plataforma possa ver os seus próprios shows em tempo real. Há programas a emitir no momento em que o utilizador acede, em simultâneo, e outros com horário previsto para emissão, como na plataforma da televisão por cabo existem canais diferentes com programação específica. Mais de dois mil milhões de vídeos são vistos diariamente no YouTube, o que quer dizer: consumir mais tempo online em vez do tempo dedicado à televisão (via Google).
PROVEDOR DO ESPECTADOR DA RTP
O recém-saído provedor do telespectador da RTP, José Manuel Paquete de Oliveira, dá hoje uma longa entrevista ao jornal Público sobre a função que desempenhou durante cinco anos. Indica que a anterior administração o ouvia muito e que a actual está mais preocupada com as audiências e as finanças. Paquete de Oliveira entende dever haver mais atenção à relação audiências com serviço público: “a televisão pública será sempre responsável pela tal distinção e pela qualidade do seu produto”, disse.
Sobre uma hipotética governamentalização da RTP, o antigo provedor diz não ter constatado nem ter qualquer testemunho para comprovar interferências, embora considere que a televisão pública tem essa marca genética de ser pública, logo, de poder ser “a televisão da voz do dono”. Das conversas mantidas com José Alberto Carvalho (saído para a TVI conjuntamente com Judite Sousa), este reflectia muito sobre a subjugação e o escrutínio a que estava sujeito.
Das queixas mais recebidas, o sociólogo falou sobre a duração dos programas, caso dos noticiários e do seu cumprimento. Foi um combate dele mas também da ERC, que fez determinações. E destacou ainda a sua reflexão sobre programas considerados de serviço público, como o Prós e Contras e sobre o tempo nos noticiários dedicado a informação de política partidária (pelo que se viu neste fim-de-semana, parece-me haver um grande exagero de uso de tempo para essa actividade), ao futebol e à moral conservadora levantada por alguns programas de humor.
Na entrevista, Paquete de Oliveira confessa que sentia que o lugar fora criado para resolver problemas de má consciência. No lead do texto assinado por Joana Amaral Cardoso e Jorge Mourinha, lê-se que, depois de Paquete de Oliveira “ter batido com a porta”, a RTP ainda não arranjou substituto. Segundo me informavam na semana passada, o caso estaria prestes a ser resolvido. Esperemos, pois, pelos próximos dias.
JUDITE SOUSA
Reforçar e não mudar a linha de informação da TVI parece ser a linha condutora de Judite Sousa na entrevista publicada hoje no semanário Sol. 32 anos na RTP de uma vida de 50 anos levou-a a chorar na despedida da RTP. Aqui, deixou amigos: José Rodrigues dos Santos, Vítor Gonçalves, que assumiu o cargo de director-adjunto de informação. E recorda também José Eduardo Moniz, que a fez trocar o Porto por Lisboa. À ideia que a redacção da RTP se sentia intimidada quando chegava, ela responde que não, mas adianta que tem características de liderança.
A jornalista fala muito das audiências. O seu programa Vidas Contadas em 2010 foi o de maior audiência em termos de informação semanal na RTP. Dois dos seus três programas de informação no ano transacto fizeram subir as audiências. Acha natural os 24,2% de share obtido na entrevista de estreia na TVI ao ministro das Finanças. Para Judite Sousa, “os movimentos das audiências não são automáticos. [...] Têm a ver com as idiossincrasias das empresas e com as idiossincrasias do público. É um processo que leva tempo”.
Sobre José Alberto Carvalho, que também se transferiu da RTP para a TVI, considera existir uma complementaridade entre os dois. Ela é mais pragmática e frontal, ele procura estabelecer consensos, conversa e escuta.
INFORMAÇÃO NA TVI
“A nova direcção de informação da TVI, que conta desde esta semana com José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, prepara um «reposicionamento editorial» da informação da estação de Queluz e promete, para as próximas semanas, um novo projecto cenográfico e de conteúdos” (Público).
>AUDIÊNCIAS EM MARÇO
>Em Março de 2011, a TVI obteve 26,3% de share de audiência, a SIC 23,5%, a RTP1 23,0%, a RTP2 4,4% e o cabo e outros canais 22,7%. Dos 15 programas mais vistos de Março, oito foram transmissões de futebol e programas associados, quatro programas de informação e entrevista e três novelas (Marktest).
>AUDIÊNCIAS EM CÉCILE MÉADEL
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De entre as representações do conceito público, a sondagem é uma das mais usadas formas de medir. A medição de audiências situa-se no mesmo plano, com emprego estatístico, quando aplicada à televisão, à rádio e, mas recentemente, à internet, onde se aplicam valores ligados a públicos-alvo, programação.
No seu livro Quantifier le public (2010), Cécile Méadel analisa a evolução da medição de audiências de um tempo qualitativo até uma época de valores quantitativos. Aparelhagem metodológica, definição do objecto, utilizações dos resultados, inquérito telefónico, caderno diário, audímetro, são alguns dos elementos trabalhados no livro.
O texto é objectivo, mas nota-se uma espécie de nostalgia pela perda de importância do conceito público face ao de audiência, de modo menos notório e apaixonado que nos livros de Daniel Dayan. Méadel (2010: 10) afirma a existência de críticas (técnicas), a primeira das quais acentua o carácter artificial das medidas, a diferença muito negligenciada entre público e audiência e os limites, em particular científicos, dos dados que nada dizem em termos das práticas de consumo.
Em segundo lugar, a crítica entra nas esferas do político, do mediático e do universitário, dada a articulação desastrosa entre medidas de audiência e qualidade de programas. O audímetro é uma espécie de separador da programação em direcção ao menor denominador comum, de fraqueza da qualidade intelectual dos programas. O audímetro parece ser o oposto da inteligência na televisão ou o audímetro é a desculpa para a a falta de debate (Méadel, 2010: 11). Ainda: o audímetro é um instrumento de gestão económica das marcas.
A autora escreve sobre o Big Brother, o programa audimétrico por excelência, que condensa todos os ingredientes da televisão contemporânea (directo, interactividade, autenticidade e intimidade), construído para ser falado pelos outros. No fundo, a medição de audiência marginaliza o estudo qualitativo e aprofundado das práticas culturais dos usos da rádio e da televisão (Méadel, 2010: 15).
O livro identifica o desenvolvimento dos inquéritos estatísticos nas décadas de 1950 e 1960, aplicados respectivamente à rádio e à televisão em França, a produção de publicações, o interesse da matéria sobre os políticos e as empresas (de audiovisual, anunciantes) e o uso do audímetro.
Cécile Méadel é investigadora do Centre de sociologie de l’innovations (CNRS) e professora universitária, publicou nomeadamente uma Histoire de la radio des années trente, que este blogueiro leu com muita atenção e prazer, e conjuntamente com Jérôme Bourdon está a organizar a edição do livro Deconstructing the ratings machine: television audience measurement worldwide (com capítulos de especialistas na área como Philip M. Napoli e Tom O’Regan).
Leitura: Cécile Méadel (2010). Quantifier le public. Histoire des mesures de la radio et de la télévision. Paris: Economica, 283 páginas
>REFORÇO DA INFORMAÇÃO NOS CANAIS GENERALISTAS
>Os canais de televisão onde mais se sentiram as mudanças de liderança de informação estão a mostrar os resultados dessas mudanças. Na TVI, esta semana haverá entrevistas a quatro presidentes de bancos por Judite de Sousa. Na RTP, o primeiro-ministro é entrevistado amanhã, seguindo-se outras entrevistas políticas, enquanto arranca um novo programa de entrevistas de média duração a individualidades como Mário Soares, D. José Policarpo, Belmiro Azevedo, Ramalho Eanes, Ricardo Salgado e Jorge Sampaio por Fátima Campos Ferreira. Banqueiros e economistas também participarão num programa da RTP. Da SIC, ainda não li novidades.
>A SAÍDA DO PROVEDOR DO ESPECTADOR
>No sábado, em tom grave mas elegante nas palavras e com paisagem reconfortante em fundo, o provedor da RTP (televisão) despediu-se. Paquete de Oliveira achou que o canal público já devia ter promovido a sua substituição. Recorde-se que uma candidatura ao cargo foi recusada e o sociólogo aceitou manter-se mais algum tempo no lugar para se arranjar uma solução, o que ainda não foi alcançada. É pena que isto aconteça.
>INFORMAÇÃO DA RTP
>Nuno Santos começa, amanhã, a formar a sua equipa de direcção de informação da RTP, depois de ter recebido luz verde da ERC (Público).
>SEGREDOS DA TVI REVELADOS NO CORREIO DA MANHÃ
>Na TVI, José Alberto Carvalho e Judite de Sousa serão os pivôs de segunda a sexta-feira, Júlio Magalhães apresenta os noticiários ao sábado e domingo e Mário Moura continua como director-adjunto, disse Marcelo Rebelo de Sousa ao Correio da Manhã. O mesmo comentador político, que se mantém ao domingo no Jornal Nacional, propôs à nova direcção de Queluz de Baixo que convidasse António Vitorino para o comentário político, como fazia na RTP com Judite de Sousa.
>MUDANÇA NA ADMINISTRAÇÃO DA RTP
>Luís Marinho, administrador da RTP com o pelouro da informação que votara contra a contratação de Nuno Santos para a direcção de informação do canal, vai deixar essa área, embora continue na administração (Diário de Notícias).
>TVI
>Miguel Paes do Amaral foi eleito presidente não executivo da Media Capital, durante a assembleia-geral de ontem. É um regresso. Paes do Amaral detém 10% do capital do grupo da TVI (cerca de 35 milhões de euros).
>SIC
>Na SIC, Luís Marques passa a acumular a direcção-geral da estação com a função de direcção de programas da estação, após a saída do anterior responsável para a RTP.
>CONHECE A TELEVISÃO DIGITAL?
>O sítio da adoptdtv, ligado à Universidade Lusófona, indica que
- A um ano para o desligamento do sinal analógico de televisão terrestre, 76,2% dos Portugueses não sabe o que têm de fazer para receber televisão digital terrestre, de acordo com uma estimativa de um novo estudo da Universidade Lusófona. Dos 1.198 inquiridos que afirmaram ter televisão em casa de uma amostra total de 1.207 indivíduos, 40,5% responderam não ter televisão paga em casa. De sublinhar que 84,1% destes inquiridos sem TV paga afirmaram desconhecer o que devem fazer para receber televisão digital terrestre, que vem substituir a televisão analógica terrestre, sendo que a primeira fase do desligamento do sinal analógico de TV decorre a 12 de Janeiro de 2012 e a terceira e última fase a 26 de Abril de 2012.
Trata-se de um estudo da Universidade Lusófona sobre televisão digital, podendo ver aqui a apresentação de novos dados.
>NUNO SANTOS NA RTP
>“O jornalista Nuno Santos confirmou que aceitou o convite para ser o novo director de informação da RTP, depois da saída de José Alberto Carvalho. O jornalista deixa o lugar de director de programação da SIC” (Público).
>INFORMAÇÃO DA RTP
>Nuno Santos, actual director de programas da SIC, é o nome indicado para director de informação da RTP, após a saída de José Alberto Carvalho para a TVI, de acordo com os jornais Público e Diário de Notícias. A ser verdade, significa que está a haver uma circulação de nomes nos três canais de televisão hertziana, com um intensidade que não me lembro. O nome contraria as hipóteses que o jornal Sol ontem indicava e que eu reportei aqui.
>DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO DA RTP
>Segundo o jornal Sol de hoje, a RTP pondera dois modelos de direcção de Informação, um tendo José Fragoso como director-geral, acumulando as funções na informação e na programação, outro com Jorge Wemans na informação, deixando a direcção do canal RTP2, para colmatar recentes saídas. O jornal adianta existir uma proposta de reestruturação da empresa, o que me parece mais difícil de ocorrer, dado o pouco tempo que a administração ainda tem de mandato. Outro elemento que se recolhe da notícia é o adiamento do arranque do canal RTP Música, previsto para 7 de Março, dia de aniversário da RTP (televisão), projecto liderado por Jaime Fernandes. Razões: prioridade da administração em encontrar substitutos para José Alberto Carvalho e Judite de Sousa (que dá uma entrevista à revista Lux) e pré-aviso de greve dos trabalhadores da estação pública para a data de aniversário.
>A COLUNA DO ARQ. JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA NO SOL
>A de hoje traz uma curiosa história da TVI desde 1992 e das confidências que lhe foram fazendo ao longo dos anos. Quando, na atribuição de frequências aos canais privados, se perguntava o que seria preferível: um canal liderado por Paulo Portas (através da proposta de Proença de Carvalho) ou pela Igreja Católica, a resposta pendeu para a segunda proposta. Mas a hierarquia da Igreja não conseguiu trabalhar bem o negócio, que foi parar às mãos do grupo Cisneros, a Lusomundo e a Sonae, com Belmiro de Azevedo a nomear José Eduardo Moniz como director-geral. Logo depois, com o Big Brother, a TVI ganhava a liderança de audiências à SIC. Isto quando a TVI mudara de patrão de novo, com Paes do Amaral como seu principal responsável e a formar a posterior Media Capital. Marcelo Rebelo de Sousa iniciaria um espaço de comentário político, na sequência do que fazia na estação de rádio TSF. Na altura do governo de Santana Lopes, um seu ministro atacou o programa do professor e este demitiu-se, por aparente falta de apoio de Paes do Amaral, causando grande alarido nos media da época.
José António Saraiva fala da história da TVI como uma arena política, quando enuncia a saida de Paes do Amaral para fundar o grupo editorial Leya, sendo a Media Capital substituída pela espanhola Prisa. Teoricamente, escreve o director do Sol, o canal passava a ter o controlo dos socialistas. Mantendo-se Moniz como director-geral do canal e a sua mulher como editora do jornal das sextas-feiras, formava-se uma espécie de anti-poder (palavras minhas). O primeiro-ministro queixou-se do tratamento dado pelo noticiário (a par do jornal Público, dirigido por José Manuel Fernandes), nomeadamente devido ao caso Freeport. Então, a Ongoing e a PT procuram adquirir a TVI, o negócio é publicitado antes de ocorrer, acabando por não se efectuar. A Ongoing contrata José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, mulher deste, sai do canal e ingressa na SIC.
Dúvidas e perguntas do arqº José António Saraiva: “José Eduardo Moniz era, sem margem para dúvidas, o «guardião» das audiências da TVI – e as audiências em televisão valem milhões. Como se compreende que os espanhóis da Prisa o tenham deixado ir-se embora com tanta facilidade”? E, com o recente regresso de Paes do Amaral à TVI, como se compreende os contratos de José Alberto Carvalho e de Judite de Sousa? E como se vão entender Paes do Amaral e Marcelo Rebelo de Sousa? Que lutas se travam nos seus bastidores?










